Um filme por dia | Semana 1

Tive a ousada ideia de ver um filme por dia , será que conseguirei manter a periodicidade?! Veremos! Todos os comentários foram postados ao longo da semana no meu perfil do Filmow.

11.02.2020 | The Silence (2.5 / 5.0)

The Silence - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1

Assisti essa película que estava na Netflix achando que era “Um lugar silencioso”, engano meu. Em “The Silence”, uma espécie de animal que vivia nas profundezas de uma caverna é libertada após uma escavação, por ter ficado muito tempo no escuro essas criaturas não enxergam, mas são extremamente sensíveis ao som, o que gera um pânico e um cenário apocalíptico. Acompanhamos, então, uma família que tenta sobreviver, principalmente por conhecer a língua de sinais.

Ao longo do filme, a própria narrativa sugere várias soluções óbvias e morrem por aí. Algo que achei MUITO estranho é o seguinte:  criaturas que ao longo das gerações perderam a visão por causa da escuridão em que viviam, como elas conseguem viver de boas ao Sol?! Pequenos detalhes desse tipo tornam a história um pouco furada, mas é bem ok.

 

12.02.2020 | Parasita (5.0 / 5.0)

Parasita - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1Que filme I-N-C-R-Í-V-E-L! Não é a toa que ganhou vários prêmios e deu um show no Oscar ao ganhar em várias categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Filme Estrangeiro.

A história vai aos pouquinhos ganhando o público, que ri em diversas cenas iniciais e gradativamente vai aumentando a tensão até se ver com as mãos na cabeça diante de tanta reviravolta surpreendente! Fui sem saber nada sobre o que aconteceria e a experiência se tornou maravilhosa. Muito pertinente a crítica à desigualdade social (uma única pessoa pode sustentar várias famílias ao pagar seus salários ou a disparidade entre moradias e os perrengues que a classe mais pobre precisa enfrentar) e à mesquinharia das pessoas ricas e sua relação quase desumana em relação a seus funcionários.

 

13.02.2020 | GET OUT (3.5 / 5.0)

Corra! - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1A sinopse do filme não entrega muito da história, apenas diz que um rapaz vai conhecer os pais da namorada, mas na realidade as coisas não são muito bem o que ele esperava.

O desenvolvimento da história é interessante, os detalhes são óbvios e entregam um pouco do que acontecerá em breve, mas mesmo assim é surpreendente em certos aspectos.

Os filmes que trazem opções absurdas de melhoramento do homem, em geral, são perturbadores, pois nos mostra que basta um grupo ter tecnologia e dinheiro para se aproveitar de outro que ele o fará. O ser humano por si só é um bicho estranho. rs

 

14.02.2020 | O Irlandês (4.0 / 5.0)

O Irlandês - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1O Irlandês foi indicado em várias categorias para o Oscar, mas não levou nenhum. Os efeitos especiais em relação a idade dos atores foi algo realmente incrível.

Aqui temos a história de um integrante da Máfia, desde o seu ingresso, sua ascensão e  seus últimos dias de vida. As atitudes são muito difíceis, pois não há como se apegar a ninguém nesse tipo de “emprego”. Algo interessante é que mesmo a Máfia tendo a família como o principal patrimônio a se defender, são justamente os integrantes da família que mais sofrem pela ausência desses pais, irmão e afins.

O diretor conseguiu reunir os grandes atores de filme de Máfia, como uma espécie de adeus. Algo bem retratado é que as mulheres mal têm alguma fala e quando falam são coisas vãs ou pouquíssimas palavras, pois a Máfia é coisa de homem e é isso que o filme representa.

 

15.02.2020 | Meu malvado favorito 3 (2.5 / 5.0)

Meu Malvado Favorito 3 - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1 Gru não é mais vilão, agora tem uma vida normal  e trabalha combatendo o crime. Sua vida segue tranquila até o dia em que é demitido por não conseguir prender um vilão inspirado em seu personagem dos anos 80 e receber uma carta informando sobre a existência de um irmão gêmeo que até o momento era desconhecido.

Semelhantes fisicamente, Dru e Gru vão em busca de aventuras para dar continuidade aos negócios da família, mas seus interesses são divergentes.

Esse filme é a prova de que já estão esticando demais a franquia, não é tão bom quanto os outros e a mudança da essência do protagonista foi sentida não apenas pelos Minions, mas pelo público também.

Breve história do feminismo | Carla Cristina Garcia | Claridade

Resultado de imagem para breve história do feminismoO ‘Breve história do feminismo’ foi debatido em janeiro no Leia Feministas, essa é uma obra curtinha de autoria brasileira sobre a história do feminismo.

A autora introduz o livro com a definição de alguns termos usados ao longo das lutas feministas, como androcentrismo, sexismo, gênero e patriarcado, e discorre sobre as três ondas, bem como traz vários nomes de personalidades que atuaram no movimento.

Há críticas sobre esse pequeno grande livro por causa da divisão das ondas, que não corresponde ao que é mais aceito dentro dos estudos. Mas nada que tire o mérito da obra, pois é uma apanhado maravilhoso para quem está começando a conhecer o Feminismo.

Sinto um déficit enorme de estudar e conhecer o Movimento, sinto que preciso conhecer mais os termos, as teóricas e conversar mais sobre. Conversar sobre o feminismo é essencial! Ao ler esse livro parei pra pensar o quão antigo é o movimento feminismo e eu nunca ouvi falar sobre nas conversas com minha mãe, minha avó ou com qualquer outra mulher mais velha… A divulgação dos estudos feministas é necessária para que as jovens conheçam a condição social a qual estamos inserida e como somos vistas pelo patriarcado, isso poderia evitar, inclusive, que essas jovens se envolvam em relacionamentos tóxicos.

Gostei bastante de ler esse livro como uma introdução para pesquisar outras autoras e seus trabalhos já consolidados.

Caderno soturno #01

Olá, leitores!

Queria compartilhar coisas do meu cotidiano como fazia nos primeiros anos que comecei a usar blog, na época do Fotolog.Net, até tentei criar um outro blog para isso, mas acabava sempre deixando de lado, vou testar postar aqui pra ver se consigo mais frequência.


Não vou renovar a TAG

Em março minha assinatura da TAG expira e decidi que não renovarei nesse ano. Os livros são maravilhosos e a revistinha que acompanha também, sei que as vezes eles relançam títulos que há muito estão esgotados no mercado editorial, mas no momento gastar quase 70 reais por mês em um único livro não é mais pra mim.

Com 70 reais eu posso comprar dois ou três livros na Amazon ou comprar um numa livraria da minha cidade e aproveitar o restante para tomar um café e itens de papelaria.


Cinema e papelaria

Fui ao cinema assistir Aves de Rapina e simplesmente amei esse filme! A essência da Arlequina brincalhona e destemida foi resgatada, sem ser hiper sexualizada (como aconteceu em Esquadrão Suicida).

Aves de Rapina
Faz de conta que tá segurando o taco Good Night

Aproveitei a ida ao cinema e passei na Kalunga para comprar um novo caderno para usar de Bujo, já que o meu está caindo aos pedaços e não sei se dura muito mais tempo.

papelaria
Itens de papelaria que comprei

Onde conseguir 8 horas para me tornar intelectual?

Em uma de minhas navegadas em meio aos hiperlinks da internet, me deparei com uma postagem que me chamou MUITA atenção por causa do título  “como me tornar intelectual mesmo sendo pobre?”, claro que cliquei, fiquei mega curiosa para ver o que o autor ia trazer de sugestão.

Bom, um dos tópicos diz para você ler OITO horas por dia. Sim, O-I-T-O horas por dia. Não necessariamente apenas livro ou estudo, mas ler de maneira geral, como sites, jornais e tal. Então parei pra pensar sobre meus hábitos de leitura, se eu chegaria perto disso no meu cotidiano e ao final percebi que nem se eu somasse todo o tempo que passo lendo livro, sites de notícia, newsletter, blogs e o que aparecer na minha frente não daria nem mesmo 5 horas, quem dirá oito.

Isso porque é MUITO difícil para um proletário como eu, que mora longe de casa e pega ônibus lotado  (muitas vezes em pé) conseguir algum ânimo para ler em casa. Passo 10 horas no trabalho e gasto cerca de 4h de transporte TODOS OS DIAS, me restam então 10 horas que eu tenho que dividir entre tarefas domésticas, academia e dormir. Teoricamente eu precisaria extrair 8 horas daí, mas ainda não domino essa habilidade.


Literatura na luta contra a ignorância – HIV

Achei muito legal a postagem que saiu no Livro e Café com uma lista de livros sobre HIV, a ideia adveio da queixa do desgoverno sobre o Estado pagar o tratamento de pessoas soro positivas. Para quem tiver interesse, é só clicar aqui.


Cortar um livro ao meio

No final de janeiro, uma foto que circulou no Twitter causou bastante alvoroço no mundo dos livros, isso porque uma pessoa mostrou que costuma cortar os calhamaços ao meio para facilitar na hora de carregar.

cortar os livros ao meio

Achei a ideia super criativa, não sei se eu teria coragem de fazer o mesmo, mas não vi problema algum.


Clubes de leitura de janeiro

Em janeiro consegui comparecer aos dois clubes de leitura feminista da capital. No Leia Feministas discutimos o “Breve história do feminismo” e no Leituras Feministas, o “O feminismo para os 99%: Um manifesto”.

Em fevereiro leremos a HQ ‘Mulheres na luta’ no Leia Feminista e o ‘Fique Comigo’ para o Leia Mulheres (aqui o Leia Mulheres e o Leituras Feministas alternam os meses para os encontros).

Você pode conferir as fotos AQUI e AQUI.


‘A Mística Feminina’ será relançado

A Editora Rosa dos Tempos anunciou nessa semana que republicará o livro “A mística feminina”, da Betty Friedan, um clássico da teoria feminista. Você pode conferir aqui. Se comprarei livro em março, será este! Claro que a escolha do mês par ao lançamento foi uma ótima estratégia, já que será no mês em que se comemora o Dia das Mulheres e tal.


 

Bem, por hora é isso. Até a próxima.

HQ | Tina – Respeito

TORQUATO, Fefê. Tina: respeito. São Paulo: Panini Brasil, 2019.

Li essa HQ para o Desafio Leia Mulheres 2020 e simplesmente amei a minha escolha.

Essa HQ faz parte da coleção MSP, que traz a releitura dos personagens da clássica Turma da Mônica. O Tina foi lançado em 2019, ano em que saiu a adaptação cinematográfica do primeiro MSP, o Mônica – Laços, e causou bastante repercussão logo nos primeiros dias.

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Tal repercussão se deu pelo fato de algumas pessoas criticarem o posicionamento da Tina e bibibibóbóbó, mas o que esses críticos de plantão não se deram conta é que essa HQ fez uma releitura da Tina clássica do movimento hippie, lutava pelos direitos das mulheres e demonstrava o cotidiano da jovem adulta na faixa que corresponde aos anos finais da faculdade e ingresso no mercado de trabalho. Ao longo dos anos 80 e 90 a Tina ganhou uma característica mais sexualizada e cheia de estereótipos da moça bonita.

Enfim, já explicada a inspiração, preciso dizer que a arte em aquarela da Fefê é maravilhosa, daquelas que te faz ficar contemplando um quadrinho por vários minutos porque aquela beleza é cheia de nuances que enchem os olhos do leitor.

A história não aborda apenas o assédio no ambiente de trabalho, mas também o cotidiano das mulheres e todos os percalços que encontramos pelo simples fato de sermos mulheres, como andar sozinha, a tensão do ônibus vazio e coisas desse tipo. Logo no começo da HQ tem uma cena que representa muito bem isso, a Tina tá lendo as conversas no grupo da família e a mãe fica direto perguntando se ela já chegou e tal, o pai responde apenas que ela sabe atravessar a rua… bom, claramente os homens não conhecem todos os medos que uma simples volta pra casa pode trazer, não é mesmo?!

O desenrolar da narrativa nos mostra que a nossa principal rede de apoio são as outras mulheres que fazem parte do nosso cotidiano, são elas que nos alertam, nos ouve e pode segurar em nossa mão nos momentos mais difíceis. Isso me lembrou bastante o caso de assédio sexual no coletivo abordado na segunda temporada de Sex Education. Precisamos nos unir cada vez mais para garantir esse suporte mutuo.

Sem mais delongas, quero deixar aqui o convite para a leitura dessa Graphic Novel simplesmente I-N-C-R-Í-V-E-L! Se você tiver a oportunidade de lê-la, não deixe passar.

Garota Enxaqueca | Problematizações e comentários

Ultimamente tenho refletido bastante sobre as interações sociais, primariamente nas redes online.

A mais recente das minhas questões pessoais é sobre grupos e conversas. É bem frequente a gente ter alguns grupos de três ou quatro pessoas que conhecemos na vida real para compartilhar coisas de interesse que temos em comum, mandamos links de vídeos, de matérias e afins.

O problema é que quando mandamos esses conteúdos, esperamos algum tipo de interação da outra parte, um diálogo, mas o máximo que conseguimos é uma curtida, uma risada ou uma figurinha. Quando ficamos só na parte da visualizada, ainda chegamos a perguntar “tu viu aquilo que mandei?”, a pessoa responde “vi que você mandou, mas não olhei” e depois isso cai em esquecimento.

A questão que aqui se desenvolve é a seguinte: se nós formamos um grupo que tem interesses em comum e uma das pessoas desse grupo compartilha algo é porque ela quer tecer uma discussão a respeito daquele tema. Se a maior reação que surge dali é uma figurinha, desculpa, meu amigo, talvez o grupo só funcione mesmo ao vivo. É tão maravilhoso poder sentar, conversar sobre vários assuntos e perder as horas de tanta opinião trocada.

Precisamos transcender as curtidas! Curtir não é uma interação, é no máximo aquele sorriso sem mostrar os dentes só para ser educada. É necessário retomar e estimular nossa capacidade de prestar atenção ao outro e de dialogar. Se você não leu, por favor, não curta, e se tiver lido, problematize, não se reduza a uma figurinha.

A vida invisível de Eurídice Gusmão | Martha Batalha | Companhia das Letras

A Vida Invisível de Eurídice GusmãoEsse livro ganhou adaptação cinematográfica em 2019 e conta história de mulheres brasileiras.

Martha faz questão de deixar claro no início do livro que essa é a história de muitas avós brasileiras. Poderia ser a história das avós brasileiras, porém uma parcela de mulheres foi deixada de fora do romance propositalmente (nos momentos em que a autora tem a oportunidade de falar da empregada de Eurídice, a Das Dores, ela pular para voltar ao recorte da classe média carioca).

A história se passa por volta dos anos 40 até meados de 60 e temos como protagonista uma mulher branca e classe média que se casou com um funcionário público do Banco do Brasil, a vida seria perfeita se não fosse pelas horas vazias que tomavam seu cotidiano. Todas as habilidades desenvolvidas sendo tolhidas por todos ao seu redor desde a infância e ainda mais agora no casamento, em que ela TEM que ser a bonita esposa dedicada aos filhos.

Talvez pela simplicidade e realidade, em vários momentos lembrei de algumas mulheres da minha família, das que sempre tiveram um pouco mais de dinheiro, claro, mas também das que precisaram trabalhar para não morrer de fome. Os extremos de uma classe intermediária, que são: a mulher que vive em função do marido e não pode desenvolver nenhum projeto pessoal, pois ‘isso não é coisa de mulher direita’; e de outro lado, a que monta um improvisado salão de beleza em casa para complementar a renda familiar, eis Eurídice e Guida.

Esse livro me trouxe à memória, ainda, a série da Netflix ‘Coisa mais linda’, que conta a história de uma mulher brasileira que quer montar o próprio negócio e investir em seu sonho, mesmo tendo sido abandonada pelo marido (faz um paralelo com Guida, não?!) e também do livro O mito da beleza, que trabalha bastante as imposições às mulheres em relação a beleza, família, trabalho, etc.

A escrita de Martha é deliciosa, super envolvente e descontraída. A história também é excelente por trazer um recorte social do Rio de Janeiro dos anos 40, mesmo que não abranja as mulheres de outras classes sociais, é um relato de crítica ao papel feminino imposto (beleza intacta – esposa perfeita – mãe dedicada).

Para além da família Gusmão, a autora nos apresenta ainda outras figuras já tão caricatas de vários bairros brasileiros, como a vizinha fofoqueira e o dono da papelaria que mora com a mãe mesmo depois dos 40.

O falecido Mattia Pascal | Luigi Pirandello | Abril

PIRANDELLO, Luigi. O falecido Mattia Pascal. São Paulo: Abril, 2010.

O Falecido Mattia PascalMattia Pascal levava uma vida bem mediana com o seu olho torto e a sogra super chata que ele precisava aturar porque havia engravidado a esposa (e a esposa de um conhecido da família) mesmo sem ter emprego fixo. Cansado de todas as humilhações, saiu um dia para apostar numa casa de azar e ele deu MUITA sorte, depois de uma semana, ele saiu de lá com dinheiro suficiente para levar uma vida confortável para ele para a esposa. O grande x da questão é que quando ele resolveu, de fato, retornar para casa, viu uma manchete no jornal que encontraram um corpo afogado no rio e todos o reconheceram como se fosse o pobre Mattia, então essa foi a deixa que ele usou para assumir uma nova identidade e toca uma nova vida longe dos perrengues da sogra.

Esse livro me lembrou bastante o Memórias póstumas de Brás Cubas, principalmente pelo realismo que chega a ser tragicômico! Outro fator em comum entre ambas as obras é a quebra da quarta parede, em que o narrador, mesmo sendo personagem, tem ciência de que está escrevendo um livro e conversa com seus possíveis leitores.

Mesmo tendo sido escrito no comecinho dos anos de 1900, o humor de Pirandello é atual e nos faz refletir em diversas situações que se aplicam perfeitamente aos dias de hoje. Ciente de ter escrito uma ficção, não tardou e a obra do italiano deu o que falar quando alguns casos parecidos aconteceram na vida real, o limiar indeterminado entre vida e arte.

“Mas o verdadeiro motivo de todos os nossos males, dessa nossa tristeza, você sabe qual é? A democracia, meu caro, a democracia, ou seja, o governo da maioria. Porque quando o poder está nas mãos de um só, ele sabe que é único e que deve satisfazer a si mesmo, então temos a tirania mais difícil e odiosa: a tirania fantasiada de liberdade. Com certeza! Oh, por que você acha que eu sofro? Sofro exatamente por causa dessa tirania fantasiada de liberdade…” P. 150

Um livro indispensável para quem gosta de ler os Clássicos ou para quem quer começar a lê-lo, pois a sua narrativa flui de maneira ímpar, como qualquer romance escrito com linguagem atual, ele é maravilhoso, engraçado e crítico.