TOP 5 | Autores brasileiros

Olá, leitores,

no dia 1° de maio, segunda-feira dessa semana, comemorou-se o dia da Literatura Brasileira, então vim aqui elencar o top 5 autores brasileiros que mais gosto/gostei de ler atualmente. Lembrando que a lista não está em ordem de preferência.

1. Clarice Lispector

Claro que eu não poderia deixar de mencionar a diva da Literatura Brasileira, moser-the-true-glamour-of-clarice-lispector-1200-630-18124604modernista e introspectiva, Clarice é detentora de uma escrita única que arrebata o leitor ao seu íntimo e ao mesmo tempo ao mais distante. Estou conduzindo um projeto de leitura aqui no blog que consiste em ler toda a obra da autora.

2. Rachel de Queiroz

rachel-de-queiroz-lRachel é minha conterrânea, fala das dores e personagens caricatos que os cearenses tanto reconhecem em seu dia a dia, foi um dos poucos autores que me fizeram chorar (de verdade) ao ler um livro. Ainda quero fazer um projeto especial para ela aqui no blog. ❤


3. Lygia Fagundes Telles

Li pouco Lygia, mas sua força e sua feminilidade são tão palpádownload (1)veis em seus escritos que me encantei desde o primeiro conto. Após assistir ao documentário sobre a autora produzido pela TV Cultura, fiquei ainda mais motivada a conhecer toda a sua bibliografia.

4. Carlos Heitor Cony

Conheci Cony ainconyda no colégio, Rosa, vegetal de sangue foi um dos meus livros preferidos do ensino médio. Hoje, sempre que tenho oportunidade leio Cony, recentemente comprei uma bibliografia do autor publicada pela Leya <3.

5. Monteiro Lobato

Não conheço ninguém que não retire o chapéu ao Lobato. Um dos poucos autores nacionais que criou um universo tão mágico e que perdurou por monteiro lobatogerações. O autor fez parte da infância de muitos brasileiros com o Sítio e sempre buscou ensinar às crianças de forma descontraída e divertida. Acho que ele é o autor mais “TV cultura” que eu conheço, rs.


Eu poderia elencar aqui tantos outros autores brasileiros que fazem parte de uma lista que muito estimo, como o Ziraldo, o Jorge Amado, o Manoel Bandeira, o Luiz Galdino…Mas por hora deixo a indicação desses nomes.

E vocês? Quais os seus autores nacionais preferidos?

Siga o blog nas redes sociais:

Top 5 | Livros para o Dia das Mulheres

Olá, leitores!

Ganhar uma flor no Dia da Mulher não significa ser valorizada, a mulher de hoje quer ser respeitada e tratada justamente todos os dias do ano.

Anos de luta por seu espaço e seus direitos tornou a mulher um verdadeiro símbolo de luta, determinação e coragem, por isso aproveite esse “dia especial” para celebrar até onde conseguimos chegar.

Para retratar essa figura feminina, trouxe a indicação de cinco livros que abordam justamente a luta feminina.

Top 5 Livros

O segundo sexo, de Simone de Beauvoir

Provedora, vassala, acolhedora. Não importa como se apresenta, o lugo_segundo_sexo_145548295014878sk1455482950bar da mulher sempre foi definido pelo homem. Este configura a posição central na sociedade. O homem – que tomou para si a definição de ‘ser humano’ – relega à mulher uma posição secundária, um papel de coadjuvante na História. Foi a partir dessa constatação e da pergunta ‘o que é uma mulher?’ que a filósofa existencialista Simone de Beauvoir deu início à sua reflexão para escrever ‘O Segundo Sexo’. A preocupação contudo não foi em equiparar um gênero a outro. Para ela, isso seria demasiado simplista, inclusive porque o homem é ‘um ser absoluto’, enquanto a mulher ainda não o é. Simone de Beauvoir procurou compreender de que maneira a mulher ocupou, ou a fizeram ocupar, essa posição de ‘segundo sexo’ em diferentes sociedades, como ela se coloca no mundo e como contribui para essa configuração social.

Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie

O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo.”A questão dsejamos_todos_feministas_1411848602be gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.”Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são anti-africanas, que odeiam homens e maquiagem começou a se intitular uma feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens.Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade.

A guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksiévitch

A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino:a_guerra_nao_tem_rosto_de_mulh_1463281765584561sk1463281765b soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça. Se em muitos conflitos as mulheres ficaram na retaguarda, em outros estiveram na linha de frente.

É esse capítulo de bravura feminina que Svetlana Aleksiévitch reconstrói neste livro absolutamente apaixonante e forte. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana Alexiévitch deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte.

Histórias de ninar para garotas rebeldes, de Elena Favilli

Cem histórias que provam a força de um coração confiante: o poder de mudar o mundo.
histrias_de_ninar_para_garota_1486599598653270sk1486599598b
Que essas valentes mulheres inspirem vocês. Que os retratos delas imprimam em nossas filhas e filhos a profunda convicção de que a beleza se manifesta em todas as formas, cores e idades. Em Histórias de ninar para garotas rebeldes, tudo o que podemos sentir é esperança e entusiasmo pelo mundo que estamos construindo. Um mundo onde gênero não defina quão alto você pode sonhar nem quão longe você pode ir.

As boas mulheres da China, de Xinran

A jornalista Xinran coletou inúmeros relatos sobre a vida da mulher chinesa contemporânea durante os oito anos em que comando o programas_boas_mulheres_da_china_1383501799ba de rádio “Palavras na brisa noturna”, entre 1989 e 1997. Mostra a história de mulheres onde predomina a memória da humilhação e do abandono: casamentos forçados, estupros, desilusões amorosas, miséria e preconceito.

Se você tem alguma indicação para enriquecer essa lista, deixa aí nos comentários, todos nós vamos amar conhecer mais obras que falam sobre essa temática. 🙂

Siga o blog nas redes sociais:

TOP 5 | As melhores leituras de 2016 + resumo do ano

Olá, leitores!

Hoje mostrarei as melhores leituras que fiz em 2016. Esse ano não li muitos livros e poucos me arrebataram, então foi menos difícil escolher apenas cinco títulos como os preferidos do ano.

SEJAMOS_TODOS_FEMINISTAS__1421353639414193SK1421353639BSejamos todos feministas foi é um livro curtinho que mostra as pequenas coisas que denotam uma sociedade machista e como isso é tóxico. O exemplo que mais mexeu comigo foi o da conta do restaurante, em que, geralmente, o garçom entrega a conta ou a nota fiscal para o homem. Esse e outros exemplos abriram meus olhos para coisas simples que para mim eram normais, mas que na realidade são carregados de significados por trás.

 

 

02 História infantil que me cativou enormemente, a pureza e descontração dos anões e de todos os encantos da Terra Média me fizeram sonhar com Smaug e florestas. Esse é o tipo de livro recomendado para todas as idades.

 

 

 

 

03

Os primeiros amores da infância, o ressentimentos de primos que são melhores e a convivência com fatos que os adultos pensam que a criança não vai entender. A ciranda da vida, que faz você encarar uns, mas jamais a outros. Eu resumiria esse livro em (re)sentimento recorrente e lembranças.

 

 

 

  • A Viagem, da Virgínia Woolf

04

A viagem é o romance do ano, com toda certeza no mundo. Até antes de eu começar a leitura desse livro imaginava que Ciranda de Pedra seria o melhor do ano, mas todas as descobertas de Rachel Virance e as relações inter pessoais entre os personagens me transportaram para a hora do chá inglês e conversar sobre futilidades aristocráticas e pensamentos poéticos.

 

 

 

  • Tá todo mundo mal, da Jout Jout

05 O livro das crises da youtuber Jout Jout poderia ser chamado também de o livro de todos nós. As várias crises aqui relatadas conversam com as nossas indecisões e fraquezas diárias. A crise que mais me marcou foi a que ela fala sobre faculdade e como algumas pessoas podem ser bem sucedidas e felizes (a parte mais importante) sem nem ser formada em cursos regulares. Há algumas crises bobas, que achei até desnecessárias, como a do pum ou a da sarna, mas a maioria dos textos da Jout Jout conversam bem com o leitor.

 

 

Até hoje, dia 16 de dezembro, as estimativas das minhas leituras:

  • 59,26% autoras mulheres
  • 40,74% autores homens
  • 40,74% autores nacionais, desses 18,18% são cearenses
  • 59,26% autores internacionais

As porcentagens saíram iguais para algumas categorias, mas foi pura coincidência, rs.