Mangá | Witches

Olá, leitores!

Hoje vou falar sobre dois mangás incríveis que compõem essa pequena (em tamanho, porém grandiosa em conteúdo) série. Witches tem apenas dois volumes, foi escrita por Daisuke Igarashi e chegou ao Brasil pela Planet Mangá/ Panini Comics.

36552193O primeiro volume é composto pelas histórias Spindle (em duas partes), Kuarupu e A bruxa montada no pássaro. A primeira tem como protagonista uma bruxa pagã muito poderosa que precisa  enfrentar seu pior inimigo, ela mesma, que com toda a sua soberba não a permite se desenvolver melhor na magia e no seu autoconhecimento. Aqui o autor trabalha muito o embate entre a cultura pagã e a tentativa do cristianismo de se apropriar de seus elementos.

Em Huarupu, a protagonista é uma Xamã da Amazônia (sim, se passa no Brasil) e a história gira em torno da luta dela e de uma tribo indígena em lidar com ou enfrentar a entrada do homem branco na floresta. Muito interessante um ponto levantado sobre os espíritos dos animais depois que eles morrem.

A bruxa montada no pássaro aparenta não ter protagonista feminina até ser revelado que o místico está na mulher que aparece apenas para seu familiar.

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Nesse segundo volume, a estrutura do mangá permanece a mesma, três histórias sendo a última bem curtinha e protagonistas mulheres que se envolvem com o sobrenatural.

A primeira história que esse mangá traz é a Pedra da Reprodução, ou Pedra Genitalix. Uma bruxa da floresta e sua aprendiz começam a sentir algo de diferente no ar e todos os sinais indicam para a chegada da Pedra da Reprodução na Terra. O vaticano as convidam a resolver os problemas causados pela pedra, mesmo a contragosto, já que suas práticas vão de encontro ao cristianismo. Então, podemos perceber como as pessoas se aproveitam da sabedoria das bruxas em momentos de desespero, mas não as respeitam.

Essa questão da falta de respeito fica bem clara quando a pequena Alicia visita a cidade e ela é motivo de certo alvoroço por conviver com Mira.

Ladra de canções é o título da segunda história, que se desenvolve com a premissa de reencarnações e autoconhecimento.

Hinata é uma colegial que passa pelos dias sem realmente vive-los, como ela mesmo diz “[…] apenas assisto ao programa chamado ‘meu cotidiano’. Apenas assisto. ” P. 17. Então, ela rouba um dinheiro da escola e resolve viajar com Yuji, nessa viagem ela conhece Chitaru, que a ajuda a desperta seus sentidos para começar a realmente viver. As duas mulheres têm seus destinos entrelaçados nessa viagem de maneira transcendental.

A última história, que é bem curta, chamada Praia, nos leva a refletir sobre o limiar entre a vida e a morte. Contendo mais elementos visuais do que texto em si, os poucos diálogos aqui postos deixa o leitor matutando sobre o que realmente aconteceu ao gatinho.

Então, é isso. Amei a série Witches,  se você também gosta de histórias de bruxas, com conteúdos sobrenaturais ou com protagonistas femininas fortes, esse mangá é um prato cheio para você.

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Mangá | Wotakoi – O amor é difícil para otakus

41zQ0atEftL._SX341_BO1,204,203,200_Assim que li a primeira resenha sobre esse mangá, já corri para comprar o meu exemplar. Wotakoi é composto por seis volumes e chegou em março ao Brasil como uma publicação bimestral pela Panini Comics.

Esse mangá é uma mistura de Shoujo e Slice of life, onde o romance bonitinho dos shoujos adoçam a rotina de dois casais que trabalham no mesmo escritório.

Narumi e Hirotaka, o casal principal, estudaram juntos no colégio e se reencontraram no local de trabalho. Eles decidem sair para colocar os assuntos em dia e falar sobre a dificuldade de otakus em manter um relacionamento. Naru é viciada em mangás e até escreve histórias para vender em feiras temáticas, já Hiro é um gamer aficionado.

Taro e Hanako formam o casal secundário, que é muito engraçado. Eles vivem brigando porque competem por tudo. Me identifiquei bastante com Hana, bem… vejam só, ela também gosta mais de personagens secundários, rs. Hana também gosta de mangás e até faz cosplay.

Algo interessante que eu nunca tinha visto em qualquer outro mangá, é que ele traz frases ao pé da página que resume comicamente o que está se passando na história, então, depois de terminar a página, sempre me pegava rindo da frese ao lado da paginação. Além disso, a Hiro quebra a quarta parede e mostra que tem consciência de que está num mangá.

Pretendo acompanhar o desenrolar de Wotakoi. A história em si é bem simples, mas o clima de pós expediente com aquela vontade de relaxar nos vícios de otaku me deixou saudosista e com um sentimento tão tranquilo, que já quero o próximo volume. 🙂

 

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