Malala para leitores de 8 a 12 anos

Malala é uma jovem ativista que ganhou destaque por sua luta pela educação feminina, chegando a ser baleada por sua militância. Todo o empenho dela por sua causa resultou em ser laureada com o Nobel da Paz.

O livro autobiográfico da Malala é forte e inspirador. Com a proposta de levar a história dessa jovem guerreira, a Editora Seguinte trará ao Brasil uma edição com ilustrações e texto adaptado para a faixa etária de 8 a 12 anos.

Achei uma ótima proposta para crianças e pré-adolescentes terem um primeiro contato com diferentes culturas e com o peso da importância da educação para todos.

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Nobel de Literatura 2020 | Louise Glück

Hoje, dia 8 de outubro, saiu o resultado do Nobel de Literatura de 2020 e a ganhadora foi a poetisa e ensaísta estadunidense Louise Elisabeth Glück.

Ilustração de Louise Glück, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura 2020 — Foto: Nobel
“por sua inconfundível voz poética que, com beleza austera, torna universal a existência individual”

Mesmo com vários prêmios ao longo de sua jornada, Louise Glück até o momento não teve sua obra traduzida para o português brasileiro.

Alguns de seus livros:

A Village Life
Wild Iris
American Originality
Poems 1962-2012

Fusão do Leia Mulheres de Fortaleza com o Leituras Feministas

Olá, leitores!

Há quanto tempo, não?!

Pois bem, retorno ao blog com uma novidade para quem é de Fortaleza e regiões vizinhas: os clubes de leitura Leia Mulheres (LM) e Leituras Feministas (LF) agora serão intercalados.

Antigamente os clubes ocorriam no segundo (LF) e último (LM) sábado de cada mês, agora os encontros ocorrerão apenas no último sábado, sendo um mês para o LM e um mês para o LF, ficando assim:

  • Agosto – Leia Mulheres (As meninas, de Lygia Fagundes Telles)
  • Setembro – Leituras Feministas (Breve história do feminismo, de Carla Cristina Garcia)
  • Outubro – Leia Mulheres (A definir)
  • Novembro – Leituras Feministas (Feminismo para os 99%: um manifesto, de Nancy Fraster)
  • Dezembro – Leia Mulheres (A definir)

De certo modo, ficou melhor porque quem participa dos encontros do Leia Mulheres agora poderá conversar também sobre livros teóricos feministas além dos romances escritos por mulheres e o grupo em si deve aumentar também, já que haverá apenas um  dia por mês de encontro. A parte chata é que as indicações mensais de leituras foram reduzidas, mas nada que seja de outro mundo, rs.

Qual é a da Livraria Cultura?

Se existesse uma revista de fofoca literária, o boom da semana seria a compra do Estante Virtual pela Livraria Cultura!

Para quem não conhece, o Estante Virtual (EV) é um site que reúne sebos de todo Brasil. A plataforma é conhecida por proporcionar aos leitores livros a preços mais acessíveis e títulos difíceis de encontrar em lojas físicas mais próximas.

Pelo menos no meu caso, adoro o EV para comprar livros técnicos baratinhos, enquanto um exemplar custaria R$ 300,00 ou R$ 500,00, consigo comprar por R$ 50,00 ou R$ 120,00, sem brincadeira. O site é confiável, já comprei livro técnico que estava esgotado até na editora por menos de cem reais. Não tenho o costume de adquirir livros de Literatura por lá, pois geralmente as promoções da Amazon são mais atraentes, a não ser que só exista lá mesmo.

Os vendedores de sebos acabam vendendo mais por expandir sua clientela a nível nacional, podendo competir com outras lojas do ramo. Ainda não consigo conjecturar as mudanças que poderão ocorrer no Estante Virtual, mas a Livraria Cultura não dá ponto sem nó.

capa_edicao_116Acabei por lembrar da revista de Setembro de 2017 da Livraria Cultura (edição 116), que foi dedicada aos 70 anos da marca. O herdeiro e CEO Pedro Herz discorre sobre as diversas mudanças ocorridas na Livraria durante as sete décadas e ainda arrisca sobre o que ele espera das livrarias no futuro. Em certos momentos falou sobre o pico de venda dos livros digitais e do atual perfil dos frequentadores das filiais espalhadas em todo país.

Herz chegou a cogitar as Livrarias mais como pontos de encontros para apaixonados por Literatura do que um local para comprar livros (talvez isso seja só uma consequência de tais reuniões culturais). Um pensamento que vai ao encontro da maior vendedora de livros, a Amazon.

Isso porque, de acordo com o CEO, a maior parte da venda de livros e produtos será feita por meio de comércio eletrônico, enquanto às lojas físicas caberá o papel de socializar as experiências. “É para encontrar gente, para sair de casa, o ser humano não perderá essa característica de ter um ambiente assim, de diversão e interação,
no futuro. A loja do futuro será social, pura. E muito menos especializada; você terá muitos produtos, capazes de complementar a experiência da leitura.”

 (REVISTA DA CULTURA – set de 2017, P. 56)

A Amazon chegou ao Brasil há alguns anos e já faz a cabeça dos leitores nas mega promoções e quando se pensa em leitor digital. Não bastando ser um dos líderes no segmento, ainda ampliou sua rede para itens que leitores podem gostar, como utensílios geek para casa ou aparelhos eletrônicos.

A meu ver a Livraria Cultura enveredou pelos caminhos de sucesso da Amazon ao anunciar a ampliação de suas categorias no site, conforme campanha de marketing enviada por e-mail aos assinantes de seu feed.

A parte boa disso tudo é ter mais uma grande marca proporcionando tais produtos diversos para compras acessíveis online, mas sem deixar de lado os tradicionais ‘encontrinhos’ nas lojas físicas. Que a Cultura possa unir os benefícios dos dois mundos, o físico e o digital.

A questão que fica no ar é: “Será que o EV continuará o mesmo?”, o que vocês acham?

Casa macabra reúne as histórias de Poe

Imagine que macabro seria uma casa que reunisse todos os personagens e histórias sinistras de ninguém mais ninguém menos do que Edgar Allan Poe!

Pois é, o artista Holly Carden se dedicou aos contos do mestre do terror e desenhou um castelo onde cada um dos cômodos acontece uma das histórias de Poe. O trabalho foi árduo, pois cada desenho precisava retratar toda uma narrativa, ou seja, possuir elementos visuais suficientes que remetessem o fã à obra.

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Você pode conferir o processo criativo de Holly aqui (nesse link tem imagens mais detalhadas do castelo e os rabiscos de quando estava sendo criado).

 

 

Caso você tenha interesse, pode adquirir esse incrível trabalho em forma de quebra cabeça clicando aqui.

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Obra póstuma de Ariano Suassuna foi publicada pela Nova Fronteira

Ariano Suassuna é um escritor brasileiro mais conhecido por sua peça teatral que virou filme, O Auto da Compadecida, que mesclou ironias ao divino e aos costumes interioranos do nordeste.

Em 2014 Ariano faleceu e deixou uma série de livros inacabados que trazem o alter ego do autor. Certa vez ele revelou que começou a escrever o Romance de Dom Pantero no palco dos pecadores ainda na década de 80 e apesar de ter se dedicado anos a fio, concluiu apenas dois livros (a ideia original era fazê-lo em 7 volumes). Escritor detalhista, fez questão de desenhar todos os desenhos contidos nessa série, o que levou ainda mais tempo para concluir os livros.

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Aqui Suassuna se permitiu misturar estilos, desde os convencionais até os recurso digitais (há um QC que redireciona o leitor a uma vídeo aula). Uma pena que ele tenha deixado seu projeto A ilumiara inacabado, mas a boa notícia é que a Editora Nova Fronteira lançou em novembro esses dois volumes escritos, mesmo sem a conclusão da história.

Livros para ler o mundo

O site El País Brasil divulgou nessa semana uma lista com 144 livros em que representam os 193 Estados reconhecidos pela ONU. O trabalho foi criado por Backforward24, usuário do fórum Reddit.

Para leitores viciados em desafios de listas literárias, eis aí uma boa oportunidade. Se não for para tanto, a lista serve também como informativo para apresentar obras de países que nunca lemos até então. 😉

Os livros citados são:

EUROPA

Noruega: Fome, de Knut Hamsun

Islândia: A Voz, de Arnaldur Indriðason

Suécia: A Saga de Gösta Berling, de Selma Lagerlöf

Finlândia: Soldados Desconhecidos, de Väinö Linna

Dinamarca: Senhorita Smilla e o Sentido da Neve, de Peter Høeg

Letônia: Nāvas Ena, de Rūdolfs Blaumanis

Estônia: Verdade e Justiça, de A. H. Tammsaare

Lituânia: White Field, Black Sheep: A Lithuanian American Life, de Daiva Markelis

Belarus: Vozes de Tchernóbil: A História Oral do Desastre Nuclear, de Svetlana Alexievich

Ucrânia: A Morte de um Estranho, de Andrei Kurkov

Moldávia: Educação Siberiana, de Nivolai Lilin

Romênia: A Floresta dos Enforcados, de Liviu Rebreanu

Bulgária: Sob o Jugo, de Ivan Vazov

Polônia: Pan Tadeusz, de Adam Mickiewicz

Alemanha: Os Buddenbrook, de Thomas Mann

Países Baixos: A Descoberta do Céu, de Harry Mulisch

Bélgica: The Sorrows of Belgium, de Leonid Andreyev

Luxemburgo: In Reality: Selected Poems, de Jean Portante

Reino Unido: Grandes Esperanças, de Charles Dickens

Irlanda: Ulisses, de James Joyce

República Checa: O Bom Soldado Svejk, de Jaroslav Hašek

Eslováquia: Rivers of Babylon, de Peter Pišťanek

França: O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas

Espanha: Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes

Portugal: Memorial do Convento, de José Saramago

Áustria: O Homem sem Qualidades, de Robert Musil

Suíça: Heidi, de Johanna Spyri

Itália: A Divina Comédia, de Dante Alighieri

Eslovênia: Alamut, de Vladimir Bartol

Croácia: Café Europa, de Slavenka Drakulic

Hungria: Eclipse of the Crescent Moon, de Géza Gárdonyi

Bósnia e Herzegovina: O Diário de Zlata, de Zlata Filipovic

Sérvia: O Dicionário Khazar, de Milorad Pavić

Montenegro: Montenegro, de Starling Lawrence

Albânia: O General do Exército Morto, de Ismail Kadaré

Macedônia: A Irmã de Freud, de Goce Smilevski

Grécia: Ilíada, de Homero

Rússia: Guerra e Paz, de Liev Tolstoi

AMÉRICA

Canadá: Anne of Green Gables, de L. M. Montgomery

Estados Unidos: O Sol É Para Todos, de Harper Lee

México: Pedro Páramo, de Juan Rulfo

Guatemala: Homens de Milho, de Miguel Ángel Asturias

Belize: Beka Lamb, de Zee Edgell

Honduras: Cipotes, de Ramón Amaya Amador

El Salvador: Aroma de Café Amargo, de Sandra Benítez

Nicarágua: O País Sob Minha Pele, de Gioconda Belli

Costa Rica: La Isla de los Hombres Solos, de José León Sánchez

Panamá: Plenilunio, de Rogelio Sinán

Colômbia: Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

Venezuela: Dona Bárbara, de Rómulo Gallegos

Guiana: O Palácio do Pavão, de Wilson Harris

Suriname: Hoe Duur Was de Suiker, de Cynthia McLeod

Guiana Francesa: Papillon, de Henri Charrière

Equador: Huasipungo, de Jorge Icaza

Brasil: Dom Casmurro, de Machado de Assis

Peru: Lituma nos Andes, de Mario Vargas Llosa

Bolívia: Raza de Bronce, de Alcides Arguedas

Paraguai: Eu o Supremo, de Augusto Roa Bastos

Argentina: Ficções, de Jorge Luis Borges

Chile: A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende

Uruguai: Futebol ao Sol e à Sombra, de Eduardo Galeano

Cuba: Havana, de Martin Cruz Smith

Haiti: Breath, Eyes, Memory, de Edwige Danticat

República Dominicana: A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao, de Junot Díaz

Bahamas: The Measure of a Man, de Sidney Poitier

Jamaica: A Breve História de Sete Assassinatos, de Marlon James

Puerto Rico: When I Was Puerto Rican, de Esmeralda Santiago

Pequenas Antilhas: Vasto Mar de Sargaços, de Jean Rhys

Groenlândia: Islands, the Universe, Home, de Gretel Ehrlich

ÁFRICA

Argélia: O Estrangeiro, de Albert Camus

Líbia: No País dos Homens, de Hisham Matar

Egito: Entre Dois Palácios, de Naguib Mahfuz

Marrocos: O Menino de Areia, de Tahar Ben Jelloun

Mauritânia: Silent Terror: A Journey into Contemporary African Slavery, de Samuel Cotton

Mali: Soundiata ou L’Épopée Mandingue, de Mamadou Kouyaté

Níger: Sarraounia, de Abdoulaye Mamani

Chade: As Raízes do Céu, de Romain Gary

Sudão: Lyrics Alley, de Leila Aboulela

Nigéria: O Mundo se Despedaça, de Chinua Achebe

Camarões: O Velho Negro e a Medalha, de Ferdinand Oyono

República Centro-Africana: Batouala, de René Maran

Sudão do Sul: They Poured Fire on Us from the Sky, de Benson Deng, Alephonsion Deng,

Benjamin Ajak e Judy A. Bernstein

Etiópia: Sob o Olhar do Leão, de Maaza Mengiste

Somália: O Pomar das Almas Perdidas, de Nadifa Mohamed

República Democrática do Congo: L’Ante-Peuple, de Sony Labou Tansi

Uganda: Abessijne Kronieken, de Moses Isegawa

Quênia: Pétalas de Sangue, de Ngũgĩ wa Thiong’o

Tanzânia: Desertion, de Abdulrazak Gurnah

Angola: A Gloriosa Família – O Tempo dos Flamengos, de Pepetela

Zâmbia: Scribbling the Cat: Travels with an African Soldier, de Alexandra Fuller

Moçambique: Terra Sonâmbula, de Mia Couto

Zimbábue: The House of Hunger, de Dambudzo Marechera

Namíbia: Born of the Sun, de Gillian Cross

Botsuana: Agência Nº 1 de Mulheres Detetives, de Alexander McCall Smith

África do Sul: Desonra, de J. M. Coetzee

ÁSIA

Turquia: Meu Nome É Vermelho, de Orhan Pamuk

Geórgia: O Cavaleiro na Pele de Pantera, de Shota Rustaveli

Armênia: The Fool, de Raffi

Azerbaijão: Blue Angels, de Chingiz Abdullayev

Irã: Shahnameh, The Epic of the Kings, de Ferdowsi

Iraque: The Madman of Freedom Square, de Hassan Blasim

Síria: The Dark Side of Love, de Rafik Scahmi

Líbano: The Hakawati, de Rabih Alameddine

Israel: Mornings in Jenin, de Susan Abulhawa

Kuwait: A Map of Home, de Randa Jarrar

Emirados Árabes Unidos: The Sand Fish, de Maha Gargash

Arábia Saudita: Cities of Salt, de Abdur Rahman Munif

Qatar: The Emergence of Qatar, de Habibur Rahman

Iêmen: The Hostage, de Zaid Damaj Mutiee

Omã: The Turtle of Oman, de Naomi Shihab Nye

Cazaquistão: The Book of Words, de Abay Qunanbayuli

Turquemenistão: A Tale of Aypi, de Ak Welsapar

Uzbequistão: Chasing the Sea, de Tom Bissell

Quirguistão: Jamilia, de Chingiz Aitmatov

Tajiquistão: Hurramabad, de Andrei Volos

Afeganistão: O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini

Paquistão: O Fundamentalista Relutante, de Mohsin Hamid

Nepal: Palpasa Cafe, de Narayan Wagle

Índia: O Deus das Pequenas Coisas, de Arundhati Roy

Butão: The Circle of Karma, de Kunzang Choden

Bangladesh: Uma Era de Ouro, de Tahmima Amam

Myanmar: Smile as They Bow, de Nu Nu Yi

Laos: On the Other Side of the Eye, de Bryan Thao Worra

Tailândia: Four Reigns, de Kukrit Pramoj

Vietnã: The Sorrow of War, de Bao Ninh

Camboja: First They Killed My Father, de Loung Ung

Taiwan: Green Island, de Shawna Yang Ryan

Sri Lanka: Anil’s Ghosts, de Michael Ondaatje

Mongólia: The Blue Sky, de Galsan Tschinag

Coreia do Norte: The Aquariums of Pyongyang, de Kang Chol-hwan

Coreia do Sul: A Vegetariana, de Han Kang

Japão: Coração, de Natsume Soseki

China: Dream of the Red Chamber, de Cao Xueqin

Malásia: The Garden of the Evening Mists, de Twan Eng Tan

Brunei: Some Girls: My Life in a Harem, de Jillian Lauren

Indonésia: Child of all Nations, de Pramoedya Ananta Toer

Filipinas: Noli Me Tangere, de José Rizal

Timor Leste: The Redundancy of Courage, de Timothy Mo

OCEANIA

Austrália: Cloudstreet, de Tim Winton

Papua-Nova Guiné: Death of a Muruk, de Bernard Narokobi

Vanuatu: Blackstone, de Grace Mera Molisa

Ilhas Salomão: Suremada, de Rexford T. Orotaloa

Fiji: Tales of the Tikongs, de Epeli Hau’ofa

Nova Zelândia: The Bone People, de Keri Hulme

Fonte

Eu fui: XII Bienal Internacional do Livro do Ceará

Ontem, dia 15 de abril, aproveitei o sábado lá na Bienal do Livro de Fortaleza, o evento deveria ter ocorrido no ano passado (para cumprir a periodicidade bienal), mas devido a alguns problemas financeiros alegados na época, o evento foi prorrogado para esse ano e só digo uma coisa: super valeu a pena esperar um pouco mais.

A bienal desse ano estava maior, com mais stands de livros e com atrações imperdíveis.

No sábado, o dia que eu fui, houve três mesas que me empolgaram muito para assistir, que foram: Lira Neto e Tércia Montenegro, Socorro Acioli e Luiz Ruffato e Valter Hugo Mãe e Claudene Aragão. Uma pena enorme que não consegui pegar a apresentação do Valter Hugo Mãe, pois já era tarde e eu precisei vir embora, mas as outras duas mesas foram muito boas, divertidas e emocionantes.

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A mescla de autoras cearenses com autores sulistas foi muito gratificante, pois de um lado tivemos o lado mais frágil da literatura (não no quesito qualidade, mas no quesito visibilidade): cearense e mulher e do outro, homens sulistas, o resultado? A conversa foi tão agradável que nem deu para notar qualquer diferença, eram escritores fazendo o que todos nós, que estávamos lá, amamos: falar sobre literatura.

Lira Neto faz Jornalismo Literário e é publicado pela Editora Companhia das Letras, seus mais recentes trabalhos são: História do Samba e a Biografia de Getúlio Vargas, seu site é: http://www.liraneto.com/.

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A Tércia Montenegro escreve para o Jornal O Rascunho, é professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Ceará e o seu trabalho mais recente é Turismo para cegos, publicado pela Companhia das Letras. Blog pessoal da autora: https://literatercia.wordpress.com/.

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A Socorro Acioli é cearense, assim como a Tércia, jornalista de formação, tem uma coluna semanal no jornal O Povo, ministra oficinas (ateliês, como ela prefere chamar) sobre escrita criativa e a sua obra mais recente é A cabeça do santo, publicado pela Companhia das Letras. Engraçado que a Socorro escreve sobre causos cearenses e o mítico popular que é tão rico nas bandas de cá, os estudiosos enquadram sua obra em Realista Fantástico, mas nada mais é do que a realidade por aqui (Moreira Campos e Caio Porfírio Carneiro que o digam). Blog da autora (está desatualizado): https://socorroacioli.wordpress.com/.

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O Luiz Ruffato é mineiro, colunista do jornal El País, onde escreve sobre política atual, sua formação é em mecânica e quando se apaixonou pela Literatura não pensou duas vezes em trabalhar com isso. Seu trabalho mais recente é o Inferno Provisório, publicado pela Companhia das Letras. Interessante que Ruffato fez um micro guia sobre a Literatura Brasileira há um tempo e ao falar sobre a Literatura Cearense (sim, apesar de curto, o texto é bastante rico, pois enumera autores de todas as regiões brasileiras) ele elenca quatro escritoras que estão fazendo bonito por aqui e duas delas são: Tércia Montenegro e Socorro Acioli. Foi muito amor numa tarde só. Blog pessoal do autor onde ele comenta suas leituras: http://lendoosclassicosluizruffato.blogspot.com.br/.

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Em relação a compras, aproveitei pouco, pois os stands de R$10,00 estavam super-hiper-mega-power lotados, pois tinham livros que estão no auge, como O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares e Star Wars. Citando esses dois títulos já deve dar para imaginar a loucura que estava por lá.

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Aproveitei para completar a série Desaparecidos da Meg Cabot, eu só tinha o primeiro volume e encontrei os outros três por R$10,00 cada (não foi no stande específico desse preço, pasmem!), o que me deixou bem surpresa já que os livros da autora são bem salgadinhos aqui no Brasil.

Comprei também três livros técnicos que poderão ser úteis na minha faculdade, que foram: Comunicação Corporativa, do Rivaldo Chinem, Marketing no Brasil, do Riccardo Morici, e A economia irracional, organizado por Paul Slovic. Para quem não sabe, eu curso Secretariado Executivo na UFC.

Havia stands de Universidades brasileiras, como a UFMG, a UFC e a UNICAMP; de editoras grandes, como a Panini e a Companhia das Letras. Sem contar nos stands temáticos: cultura italiana e espanhola, religiosos, regionalista (o cordel, como sempre, estava bem chamativo) e infantil.

A exposição de livros ficava no térreo, no primeiro andar havia salas temáticas com exposições bem interessantes, como miniaturas, robôs, fósseis e apresentações circenses, uma pena que o tempo não me permitiu visitar essa ala. O segundo andar inteiro foi usado para as apresentações dos autores visitantes. O evento está sensacional.

A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará está acontecendo no Centro de Eventos do Ceará, do dia 14 ao dia 23 de abril. 🙂