Um filme por dia | Semana 4

Tive a ousada ideia de ver um filme por dia, mas preciso estudar… Então, vou comentar os filmes a cada três assistidos. 🙂 Todos os comentários foram postados ao longo da semana no meu perfil do Filmow.

01.03.2020 | A família Addams (4.0/5.0)

A Família Addams - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1Gostei muito dessa animação, mesmo que o roteiro seja bem clichê e tão batido nas animações. Revisitar a família Addams é sempre um prazer, principalmente que esse filme trouxe várias coisas da série clássica (aquela em preto e branco) e tantas outras dos filmes e desenho animado. ❤

 

 

 

 

02.03.2020 | You – 1° Temporada (3.0/5.0)

Você (1ª Temporada) - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1Coloquei na cabeça que assistiria a essa série para tentar entender o que as mulheres viram no Joe para enaltecer tanto uma pessoa com problemas psicológicos que só faz mal aos outros. Já cansei de ouvir “Mas você tem que entender que eu sei que é errado, mas ele está disposto a fazer tudo por amor…”. Ainda quero elaborar um texto melhor sobre essa série.

 

 

 

03.03.2020 – 07.03.2020| Westworld – S02 (3.0/5.0)

Westworld (2ª Temporada) - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1Ao longo da semana assisti à segunda temporada de Westworld, um ou dois episódios por dia. Confesso que essa segunda temporada foi arrastada e cansativa, o vai e vem dos personagens me deixou sem paciência, pra mima história só melhorou nos 3 ou 4 últimos episódios, que foi quando a enrolação terminou e vi o negócio começar a andar. Ao final das contas, fiquei na expectativa de ver a 3° temporada, pois androides fora de Westworld.

Um filme por dia | Semana 3

Tive a ousada ideia de ver um filme por dia , será que conseguirei manter a periodicidade?! Veremos! Todos os comentários foram postados ao longo da semana no meu perfil do Filmow.

23.02.2020 | S01 E06 Ragnarok (Netflix)

Ragnarok (1ª Temporada) - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1Uma releitura da mitologia nórdica. Como em qualquer história dessa temática, o Loki é o melhor de todos os personagens!

Uma família retorna a sua cidade natal para reconstruir a vida, mas alguns algumas coisas estranhas começam a acontecer dando início a jornada do herói. A série em si é bem sombria, o único alívio que há é em razão da sagacidade de Loki e seu jeito mais destoante entre os ‘certinhos’ e os ‘malvados’.

A série aproveita para criticar os impactos ambientais que grandes empresas causam e como elas conseguem se safar de fiscalizações por conta de suas influências.

É uma produção norueguesa, talvez daí parta certa estranheza que senti por estar acostumada a séries americanas e tal. Se tiver continuação vou querer acompanhar para ver onde vai dar, já que o final deixou um confronto em aberto.

 

24.02.2020 | Jojo Rabbit (5.0 /5.0)

Jojo Rabbit - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1Que filme sensível! O garotinho de 10 anos e seu amigo imaginário Hitler têm um objetivo e um plano a seguir, mas nem tudo sai como o esperado, pois a mãe de Jojo esconde uma jovem judia na parede de um dos quartos da casa.

A composição desse filme é de uma delicadeza linda de se admirar e de se deixar levar. Até mesmo o tom de comédia é de uma sensibilidade digna do pequeno Jojo e seu desbravamento a respeito da vida. Os ídolos caem, mas as amizades são elos fortes.

 

25.02.2020 | Maya Angelou e ainda resisto (5.0/5.0)

Maya Angelou and Still I Rise - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1Desde que li Eu sei porque o pássaro canta na gaiola que tenho vontade de assistir a esse documentário, mas sempre protelei porque não tinha o tempo e dedicação que eu supunha precisar para estar atenta aos detalhes. Até que no feriado de carnaval esse momento apareceu de maneira oportuna.

Se gostei MUITO da autobiografia da infância da Maya Angelou, o documentário me fez entregar meu corpo e minha alma para essa mulher e artista incrível! Seu desprendimento social e sua produção cultural é simplesmente encantadora. Confesso que me senti inspirada, terminei de assistir com um poema em mente e corri para escrever.

Maya Angelou é fascinante.

The Mandalorian S01 E07 e E08 (Disney)

O Mandaloriano: Star Wars (1ª Temporada) - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1Estava acompanhando Mandalorian semanalmente e religiosamente até que perdi o foco nos últimos dois episódios, sou dessas que esquecem os propósitos no meio da caminhada, me julguem.

Finalmente concluí a série e confesso que estou gostando mais desse  personagem do que de qualquer outro da franquia Star Wars (depois do Chewbacca e Han Solo, claro). Toda a determinação e performance do protagonista me cativou e mesmo o baby Yoda sendo pura fofura, não prejudicou a construção e simpatia em relação ao Mandaloriano.

Estou ansiosa pelo lançamento da segunda temporada, que está prevista para o final do ano de 2020. 🙂

26.02.2020 | Bohemian Rhapsody (5.0 / 5.0)

Bohemian Rhapsody - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1 Gosto muito da banca Queen e ver esse filme foi um êxtase. Claro que ele tem alguns detalhes que diferem da biografia do vocalista da banda, mas licença criativa, sem problema algum.

A atuação de Remi Malek é incrível, em alguns ângulos ele realmente parecia MUITO o Freddie, mesmo que com traços mais jovens.

O drama em relação a AIDS pode não ter sido demonstrada em todo o seu terror que realmente foi nos anos 90, talvez até mesmo pela própria personalidade de Freddie, que não queria ninguém chorando ou o bajulando por ser portador do vírus HIV.

 

Bacurau (4.0/5.0)

Bacurau - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1Esse filme me fez refletir sobre vários aspectos da sociedade, resumindo alguns deles, posso destacar: a nossa identificação nacional, pois ao final das contas ninguém aqui é branco, somo latinos com colorismos e ponto (brancos são os europeus); a realidade de Bacurau é MUITO mais comum do que imaginamos, principalmente no quesito de abandono por parte dos políticos; somos o quintal mal cuidado dos países desenvolvidos (onde vez ou outra eles aparecem por aqui para se distrair)…

Bom, o filme traz muitas alegorias que estão em camadas abaixo da narrativa. A produção do filme em si deixa um pouco a desejar, pois em muitos momentos não entendemos o que as pessoas falam e há algumas pontas soltas, mas nada que prejudique o entendimento e o desfecho.

27.02.2020 | Entre facas e segredos (5.0 / 5.0)

Entre Facas e Segredos - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1Que filme bem estruturado! Ele prende a atenção do espectador com o mistérios e diverte demais. Acompanhamos a investigação do detetive Benoit Blanc, imaginamos que todos podem ser culpados e ao mesmo tempo nenhum. As máscaras da rica família caem e conhecemos suas verdadeiras faces.

As reviravoltas são maravilhosas, levam o leitor a um mar revolto cheio de teorias.

 

 

28.02.2020 | Pokémon: Mewtwo Contra-ataca – Evolução (3.5 / 5.0)

Pokémon: Mewtwo Contra-Ataca - Evolução - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1Remake do clássico “filme do mewtwo”. Quem teve a experiência de assistir ao original durante a infância guarda uma memória afetiva MUITO forte com a produção, então essa nova produção pode soar um pouco destoante, principalmente no quesito dublagem.

Inegável que a textura dos pokémon e os efeitos dos ataque enchem os olhos, bem como as cenas clássicas do Pikachu fugindo das pokébolas e o Ash virando pedra (não venha me dizer que não caiu um cisco no seus olhos nesse momento).

Acabou sendo mais um filme para pegar as novas gerações do que para agradar as que já são fã desde o primeiro arco (e quem não estudava pela manhã e corria pra TV quando chegava do colégio?  ou estudava a tarde e só saía pra escola depois do episódio do dia?), mesmo não deixando esse segundo público na mão.

 

29.02.2020 | Lady Bird (3.0 / 5.0)

Lady Bird: A Hora de Voar - Poster / Capa / Cartaz - Oficial 1Sério mesmo, fui de coração aberto para esse filme, mas achei tão ok que não sei nem como explicar. Acho que as músicas “Pais e Filhos”, do Legião Urbana,  e a “Como os nossos pais”, da Elis, resumem bem a mensagem.

Temos aqui a história do amadurecimento de Lady Bird e sua transição da adolescência para a fase adulta. Romances, escolhas, amizades e obrigações, tudo o que ela mais quer é se afastar ao máximo de todas as imposições familiares e viver livremente, como sua própria alcunha sugere.

 

 

O que você assistiu nessa semana?!

 

Sex Education ou Life Education?

A imagem e sinopse dispostas na Netflix para Sex Education não chamaram minha atenção, me pareceu uma comédia que falava sobre sexo e ponto. Até que um colega de trabalho me indicou a série e disse que eu ia gostar bastante por causa dos temas que ela aborda, que são típicos de minhas polêmicas diárias na mesa do almoço.

Então, fui lá assistir. Em poucas palavras, a história da série se resume a um rapaz, Otis, que ajuda os adolescentes do colégio a resolver seus problemas sexuais, toda a sabedoria do jovem advém dos anos em que ouviu a mãe exercer sua profissão, terapeuta sexual/ de casais. Para além desse serviço, há triângulo amoroso, rotina escolar e muita reflexão sobre dramas atuais.

Sim, a série com toque de comédia e tom adolescente traz temas bastante polêmicos e reais, como aborto, homofobia, frustração e condição feminina. Para uma série que começou com uma cena de sexo e tem o elenco formado basicamente por adolescentes, os assuntos citados anteriormente contrataram de uma maneira brutal e chegou a me dar um nó na garganta e vontade de abraçar a Netflix.

Vamos por partes.

O episódio que trata sobre a questão do aborto traz uma personagem que está pela segunda vez na clínica para realizar o procedimento e ela já tem três filhos, em um dado momento ela relata que se arrepende mais pelos filhos que teve do que pelos os que ela optou por não ter, já que ser uma péssima mãe é pior do que não ser mãe. É possível supor que essa personagem é uma possível usuária de drogas pelo seu jeito eufórico e pelas unhas sujas, mas essa parte não fica clara, então cabe a interpretação.  Em geral, esse é o argumento utilizado por quem é pró aborto, já que a interrupção da gestação causaria menos problemas do que uma criança sem nenhum amparo.

Logo depois, o episódio que me deixou super mal foi o que o Eric, amigo de Otis, sai de casa vestido de cosplay de uma personagem de determinado filme cult na cultura LGBTQI+, em seu percurso ele é furtado e é agredido por estar transvestido. Nos dias seguintes ele opta por sufocar sua verdadeira personalidade por causa da crueza do mundo em não aceitar sua realidade. Ao chegar em casa humilhado e chorando logo depois do ocorrido, a frase que o pai fala pra ele é dura e verdadeira “se é essa a vida que você quer, você tem que aprender a ser mais forte”. E essa cena me deixou refletindo sobre o quão mais difíceis são os degraus da vida de quem se assume e enfrenta uma realidade ainda muito preconceituosa. Quem se difere um pouco do que foi estabelecido como o “normal” precisa exercitar essa força para lutar e sobreviver diariamente.

As frustrações dos adolescentes estão presentes em todos os episódios e não falo apenas de frustração sexual, como o título da série sugere. O atleta que tem horários e alimentação rigorosos, mas que sofre de ansiedade e vomita todos os dias depois dos treinos; o filho do diretor que se sente deslocado em casa, na escola e não aceita o fim do relacionamento, as constantes decepções e pés na jaca que levaram Adam a ingressar no colégio militar obrigatoriamente; cito novamente Eric, que se absteve de sua própria personalidade por um tempo para viver num mundo ‘comum’ e angustiante. Vários são os exemplos que Sex Education traz para levantar o assunto.

A condição feminina é apresentada também em vários episódios, como o medo de ter fotos íntimas vazadas, o tabu relacionado a roupas (é lindo ver Ola ir ao baile de terno e não de vestido) e a importância da masturbação feminina. Uma cena, em especial, me deixou pensativa: quando Maeve explica porque tem o apelido de ‘morde pau’, isso começou quando ela tinha 14 anos e um colega do colégio pediu pra ficar com ela e a garota recusou, desde então sua reputação vem sendo denegrida por comentários maldosos, aqui levanta-se a questão de como a ‘reputação/ imagem’ das mulheres fica a mercê dos homens, basta um veredito deles para surgir um estigma.

Ufa… Eu poderia levantar vários outros pontos ou comentar cada um dos episódios e haveria assunto para várias conversas, mas deixo aqui pontas em aberto para que você possa assistir, refletir e levantar os temas nas próximas rodas de conversa, assim como passei a usar a série para exemplificar meus temas polêmicos na mesa do almoço do trabalho.

O que eu aprendi com How I Met Your Mother

Estou maratonando How I Met Your Mother por motivo de vai sair muito em breve do catálogo da Netflix.

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Os quatro personagens (sim, quatro, o Barney não conta) me encantaram, me deixaram com vontade de morar em Nova York e de ter amizades tão descontraídas quanto à deles… O de sempre quando se está viciada numa série. Até aí tudo ok.

Em um episódio específico da quarta temporada (vocês podem querer me matar por não lembrar o número do episódio) Lily dá uma lição em Ted, que quer planejar tudo em sua vida, desde a carreira aos encontros amorosos, ela fala pra o ele que a vida é feita de improvisos e que muitas vezes nós temos que pegar o que a vida nos oferece, usa como exemplo os sonhos de todos os amigos e como a vida os levou a caminhos tortuosos que… Bem, que deram certo de alguma maneira e isso não é motivo de vergonha.

Essas palavras da Lily caíram como uma luva para uma série de pensamentos que tenho tido sobre estudos, profissões e carreiras. Nós sempre recebemos incentivos e cobranças de que TEMOS que fazer faculdade e TRABALHAR na área de formação, ou melhor, temos que nos formar no curso dos nossos SONHOS e que todos nós temos um. Essa ideia é uma ilusão.

Às vezes você não se identifica com nenhum curso das faculdades próximas, outras vezes você se forma e detesta o trabalho ou até mesmo nem chega a trabalhar na sua área de formação, em tantas outras você sonha em fazer um curso X mas opta pelo Y por pensar no retorno financeiro e fica infeliz, ou você faz realmente o curso dos sonhos mas tem que fazer outro porque ele não deu o bendito retorno financeiro.

É engraçado como é forte essa coerção de que sonho, formação e dinheiro devem estar atrelados. Mas não podemos esquecer pessoas bem sucedidas que nunca concluíram um curso Universitário (Steve Jobs, só para ilustrar), trabalharam e conseguiram muito dinheiro. Em tantas outras vezes a pessoa é muito boa em algo e até estuda esse algo independentemente, mas é formada e trabalha com outra coisa porque não quer misturar o hobby ao profissional.

Parei para refletir nessa linha e percebi que cada um deve achar suas características, seus gostos, testar possibilidades e só então resolver como vai levar a vida. Frustrei-me durante muitos anos com esse tipo de coisa, mas hoje me sinto um pouco mais resolvida (pelo menos assim espero). Decidi que não vou parar de estudar para me qualificar profissionalmente e até mudei totalmente minha área de atuação, mas em paralelo jamais deixarei de estudar outras coisas que não se misturam com o meu emprego. Bom, eu gosto de estudar, gosto de ler Literatura, gosto de aprender, gosto de trabalhar com serviços administrativos e burocráticos. Eu sou assim e demorei a me encontrar.