Eu li: Codinome Cassandra, da Meg Cabot

Meg Cabot é sempre um bom ponta pé quando estou em ressaca literária, sua escrita é envolvente, rápida e divertida. Então, para tentar, mais uma vez, sair dessa inércia literária, resolvi apostar em Codinome Cassandra, o segundo volume da série Desaparecidos.

IMG_20170820_111348349Codinome Cassandra tem uma capa cheia de notas musicais para representar o acampamento Wawasee para crianças com talentos especiais para música, que é onde Jess está trabalhando nessas férias de verão. Tudo parece estar indo bem, a final de contas pelo menos nesse verão ela não precisaria trabalhar em um dos restaurantes da família, continuaria no anonimato e tudo sairia bem. Mas nem tudo são flores quando se trata de Jess, bem, flor é a ultima palavra que se espera numa frase que se refira a ela.

Ela continua encontrando crianças desaparecidas às escondidas, mantém uma pessoa de confiança na organização que funciona como Disque Desaparecidos ou algo do tipo, mas o que ela não sabia é que o FBI ainda estava observando seus movimentos.

Codinome Cassandra mantém o mesmo fluxo frenético do Quando cai o Raio, mas confesso que alguns aspectos da narrativa me incomodaram um pouco dessa vez (será que estou ficando velha demais até mesmo para a Meg Cabot? Oh, céus, espero que não), como a repetição contínua de centos acontecimentos, como quando ela fica relembrando umas três ou quatro vezes o que aconteceu quando ela esteve sob guarda do FBI e como Rob não está nem aí pra ela, mas isso não abala a sua convicção de que ele será o seu namorado, coisas do tipo, chega a parecer que está apenas a encher linguiça.

Jess me lembra muito a Suzannah, da série A Mediadora, tanto pelo poder paranormal, quanto pelos seus métodos nada convencionais de lidar com os acontecimentos. Rob me remete a Jess (da Mediadora), o rapaz bonitão e bem mais velho que não quer se envolver com a protagonista porque ela é muito nova e tal. Alguns detalhes se repetem em Desaparecidos, mas com toda certeza do mundo A Mediadora ainda é bem melhor.

Meg Cabot é conhecida, principalmente, por ter escrito Diários da Princesa, série que virou filme. Publica livros juvenis como quem troca de roupa, sua bibliografia é bem vasta.

Publicidade

O Pedido, de Meg Cabot

Anos depois da publicação do sexto volume da série A Mediadora, Meg Cabot anunciou o lançamento de um sétimo livro e como se isso não bastasse para enlouquecer os fãs da série, a Galera disponibilizou um conto que está entre os sexto e o sétimo volume da série.

Esse conto é considerado o volume 6,5 e está disponível para download gratuito na Amazon.

Em O Pedido, Suzanna está namorando Jesse há um tempo, estudando psicologia e morando num dormitório feminino. Claro que ela nunca deixou seus trabalhos de mediação de lado e nesse conto a autora nos relembra vários detalhes da personalidade dos nossos protagonistas, deu até saudade da época em que li todos os livros seguidos.

Como o próprio título do livro sugere, Jesse quer pedir Suzanna em casamento, mas o seu jeito durão acaba estragando um pouquinho tudo o que ele tinha planejado como o típico cavalheiro do século XIX que ele é. Ao mesmo tempo, ele a ajuda em um trabalho de mediação que, por sinal, envolve um triângulo amoroso e um casamento entre jovens, o que deixa Suzy um pouco perturbada sobre ser pedida em casamento.

Meg Cabot não perdeu em nada o fio da meada da série e sendo lançado 5, 10 ou 20 anos depois não faria diferença alguma, pois lá está nossos amados personagens do mesmo jeitinho.