Exposição “O Quinze, de Rachel, como eu o vi”

Durante a primeira semana de dezembro estava disponível na biblioteca do Centro de Humanidades da Universidade Federal do Ceará (UFC) a exposição O Quinze, de Rachel, como eu o vi, uma iniciativa do grupo Iluminuras.

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Informações sobre a exposição em bordado

O grupo Iluminuras tem inspiração nas tradições medievais de contar estórias por meio da criação de imagens, eles recontam a Literatura com a criação de bordados. A proposta do grupo começou como uma homenagem ao centenário de nascimento do contista cearense José Maria Moreira Campos. Em 2015, a homenagem foi aos 85 anos da obra clássica de Rachel de Queiroz, O Quinze.

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Texto feito em bordado manual
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r Retrato de Rachel de Queiroz em bordado artesanal

A exposição contou com a criação de 20 bordadeiras que participam de uma espécie de clube de leitura como base para a criação das peças. Com coordenação das professoras Neuma Cavalcante e Odalice Castro e apoio do Museus da Imagem e do Som, o clube de leitura e curso de “bordado literário”já tem o cronograma para o ano de 2016:

  • 2016.1: A casa, de Natércia Campos;
  • 2016.2: O recado do morro (Corpo de Baile), de João Guimarães Rosa.

O que achei mais bacana do grupo foi a dedicação aos autores locais, um incentivo muito bacana para ler e trabalhar artisticamente tais obras.

Ao chegar ao local da exposição o visitante logo é recebido por uma decoração caprichada feita com peças bordadas, informações sobre a obra trabalhada e elementos da cultura cearense.

 

Os quadros feitos pelas artesãs estavam dentro do auditório da biblioteca e continha uma imagem para cada capítulo do livro. Não preciso nem ressaltar que os quadros que representavam a morte do menino Josias me comoveram, essa é uma das partes do livro mais emocionantes para mim e foi muito bacana essa experiência de reviver tais sentimentos por meio do artesanato local.

Foi inspirador visitar a exposição, primeiramente por conhecer artesãs que se dedicam ao bordado usando a literatura como temática para seus trabalhos e em segundo, poder rever a estória de um livro tão maravilhoso sob outra perspectiva. Ah, claro, e por se tratar de uma obra da Literatura Cearense, que tanto anseio por conhecer mais e melhor.

Após a exposição os quadros estarão disponíveis para visitação no Museu da Imagem e do Som, localizado na Av. Barão de Studart, 410, em Fortaleza.