Três coisas que me roubam o tempo e metas para revertê-las

Olá, leitores!

Publiquei um texto aqui sobre ter tempo para ler, pois caí numa armadilha terrível que está roubando meu tempo de leitura. Em 2018 me coloquei como meta não ter meta numérica de livros lidos e isso foi libertador, o problema da vez é que, por conta de alguns hábitos, diminui minha leitura a algo próximo a zero.

Não estou preocupada com o número de livros lidos mensalmente, mas me peguei diversas vezes pensando “Droga, se eu tivesse trazido meu livro, estaria lendo!”. Então, vamos aos três hábitos que estão me deixando incomodada por ter deixado a leitura um pouco de lado:

  1. Pokémon Go!
    O primeiro item não poderia ser outro. Comecei a jogar Pokémon Go e isso toma a minha viagem de ônibus todos os dias. Eu não jogo muito, mas jogo no único horário que eu tinha disponível para minhas leituras: viagens de ônibus. Por causa desse vício apaguei até mesmo o app do Kindle do meu celular para liberar espaço para o jogo (me sinto péssima por ter feito isso).
  2. Estudos
    Sei que diferentemente de Pokémon Go, os estudos me trarão algum retorno futuramente e é isso que tenho feito no meu horário de almoço do trabalho e nos tempos disponíveis aos finais de semana.
  3. Canais no Youtube
    Antes eu lia antes de dormir, hoje assisto a canais no Youtube. Geralmente acompanho os canais enquanto faço minhas atividades domésticas (cozinhar, varrer, lavar a louça etc), porém isso estendeu-se também aos 30 minutinhos de antes de dormir.

A pior (ou melhor, ainda não sei) parte é que eu sei como mudar essa realidade.

É difícil parar de jogar o Pokémon Go assim, do nada, pois o jogo foi um motivo que encontrei para rever amigos e sair para me descontrair, muito embora eu vivesse completamente satisfeita em me divertir com os livros antes de conhecer esse jogo. A minhas propostas para diminuir o tempo jogando são:

  1. Escolher uma viagem (ida ou volta) para cada uma das atividades, se jogo na ida, leio na volta;
  2. Reinstalar o Kindle no celular;

A parte dos estudos não tenho como reduzir, então deixa aqui no cantinho.

Quero restringir meu tempo para o Youtube ao horário de atividades domésticas novamente, pois quando sento para assistir vídeos o relógio voa sem que eu perceba.

O que anda roubando o tempo de leitura de vocês, leitores?

Minha tatuagem literária

Olá, leitores!

Pois é, fiz uma tatuagem na parte de trás do braço, escolhi uma pilha de livros com uma xícara e café em cima e a frase “felicidade clandestina”, que é o título de um conto da Clarice Lispector.

Significado

A pilha de livros e o cafezinho são itens óbvios: paixão e hobbie.

O principal motivo de eu ter escolhido esse título em detrimento de tantos outros foi a última frase do conto: “Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante”, sem contar que a Felicidade Clandestina me remete muito ao período em que eu lia escondida porque meu pai costumava me dizer que esses livros não me levariam a lugar algum, um período de adrenalina e deleite em palavras que resultou no meu primeiro blog literário (há males que vêm para o bem). ❤

tatuagem literária
Sim, esse caninho de PVC é meu braço. 🙂

 

A tatuadora

Fiz com a Marina Tavares, aqui mesmo em Maranguape, R. Manuel Paula, 227 (altos), e super indico o trabalho dela, além de estilosa, é competente, profissional e muito dedicada. ❤

A dor

Pensei que fazer tatuagem doesse bem mais. Entendo que esse nível de dor oscila a depender do local onde a tatuagem está sendo feita, mas o que eu senti foi como arranhões ou rápidas furadas de agulha, nada que me fizesse achar que meu braço cairia. E outro detalhe, quando começava a doer um pouco mais, ela parava e recomeçava, o que deu certo alívio. A letra mais próxima ao meu cotovelo foi a que eu mais senti, deu até aquele reflexo na perna, me senti o Chaves.

Cuidados

Estou lavando com asseptol diluído em água (coloquei já misturado em um borrifador) três vezes ao dia e usando uma fina camada da pomada Nebacimed. Uso plástico filme quando vou dormir ou andar de ônibus (medo de alguém passar com a mochila e levar parte do meu novo xodó, rs).

Ainda estou em processo de cicatrização, mas estou muito feliz com o resultado. Agora tenho uma tatuagem literária para chamar de minha.  ❤

 

Mudanças

As pessoas crescem e mudam. Depois de anos construindo a nós mesmos, notamos singela nuances de que o nosso antigo eu, que antes era motivo de orgulho por ser um poço de personalidade, já se encontra meio abandonado pelos cantos da casa.

As mudanças mais visíveis são aquelas que nos levam a tirar roupas do armário e objetos da casa que já não nos identificamos mais. Aquela satisfação de alma leve e tranquila após despachar essas tralhas que algum dia já foi motivo de querencia.

As sutilezas que custamos a aceitar na etapa de mudança são as que nos radicaliza internamente e assinam o atestado de óbito do antigo eu. Preferir outras cores, começar a gostar de músicas e filmes que antes passavam despercebido. As vezes o que nos falta é certo refino.

Lembro que em certa época eu só gostava de livros grandes e norte americanos. Hoje? Hoje eu amo literatura nacional, sobretudo os regionalistas. Os livros da editora da UFC com autores cearenses são um verdadeiro amor. Mudei e me aproximei da realidade que eu custei a aceitar.