5 objetivos literários para 2019

Em 2018 não me impus metas, não trabalhei com números, logo não posso reclamar muito do resultado desastroso da quantidade de lidos nesse ano, porém me surpreendi com a qualidade das leituras, conto nos dedos da mão os títulos que não foram lá essas coisas.

Diferente dos don@s de vários blogs/ canais literários, eu não tenho tanto tempo para ler ao longo do dia, pois trabalho 44h semanais, faço duas faculdades que não estão relacionadas ao meio literário, cuido de casa e tento praticar atividade física, logo minha meta literária nunca chegará aos tão sonhados 100 livros anuais, rs.

Bem vind@ à vida real.

Em 2019 inovarei de novo meus objetivos literários, pois vamos lá:

  • Ler 30 livros (a contagem será feita pelo GoodReads);
  • Participar do Leia Mulheres Fortaleza mensalmente;
  • Participar do Clube dos Clássicos Vivos;
  • Ler dois contos por mês;
  • Fazer a leitura da Bíblia em um ano.
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FLIP homenageará Euclides da Cunha em 2019

A 17° Festa Literária de Paraty  (FLIP) homenageará Euclides da Cunha, um renomado escritor pré modernista que ficou conhecido principalmente pelo seu relato antropológico e sociológico sobre a guerra de Canudos em Os Sertões, livro publicado em 1902 e que já caiu em domínio público (dá pra ‘comprar’ o e-book de graça na Amazon).

Nesse ano, a Flip terá a curadoria da jornalista Fernanda Diamant. A FLIP é realizada anualmente em Paraty e conta com um repertório cultural rico e um cenário inspirador às margens do rio Perequê-Açu, cada edição homenageia um escritor brasileiro e proporciona tendas de conversa num clima mais descontraído com autores e apaixonados por Literatura.

Há anos tenho vontade de ler Os Sertões, mas nunca dei oportunidade à obra tão aclamada. Decidi que quero lê-lo em 2019 para aproveitar o embalo da FLIP. Eis que surge mais um objetivo literário para esse ano e quem sabe um Projeto de Leitura anual?!

163738-050-1C018320Euclides da Cunha (1866 – 1909) foi professor, escritor e jornalista, sua obra mais importante, Os sertões, nasceu de um trabalho jornalístico quando foi enviado pela Folha de São Paulo para cobrir a sangrenta guerra na cidade de Canudos. Em 1903 entrou para a Academia Brasileira de Letras ocupando a cadeira de número sete.

Leia Mulheres | janeiro e fevereiro de 2019

Olá, leitores!

Como sempre, o final do ano é recheado de expectativas para novas metas e desafios literários. A mesma aflição de ver desafios não cumpridos e a corda bamba dos novos compromissos.

No ano passado eu quis participar do Leia Mulheres da cidade vizinha a minha, mas 365 dias se passaram e eu não fui a nenhum dos 12 encontros. “Desonra para mim, desonra para minha vaca”.

Seguimos sorrindo e bola pra frente.

Janeiro

Em 2019, o primeiro livro que será discutido no Leia Mulheres de Fortaleza é o Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, da Maya Angelou.  O encontro ocorrerá no dia 26 de janeiro, na Livraria Cultura, às 18h.

eu sei pq o pássaro RACISMO. ABUSO. LIBERTAÇÃO. A vida de Marguerite Ann Johnson foi marcada por essas três palavras. A garota negra, criada no sul por sua avó paterna, carregou consigo um enorme fardo que foi aliviado apenas pela literatura e por tudo aquilo que ela pôde lhe trazer: conforto através das palavras. Dessa forma, Maya, como era carinhosamente chamada, escreve para exibir sua voz e libertar-se das grades que foram colocadas em sua vida. As lembranças dolorosas e as descobertas de Angelou estão contidas e eternizadas nas páginas desta obra densa e necessária, dando voz aos jovens que um dia foram, assim como ela, fadados a uma vida dura e cheia de preconceitos. Com uma escrita poética e poderosa, a obra toca, emociona e transforma profundamente o espírito e o pensamento de quem a lê.

Ah, existe um documentário na Netflix sobre a vida da autora, o Maya Angelou, e ainda resisto

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Fevereiro

Em Fevereiro, o livro em pauta será o Maria Bonita – Sexo, violência e mulheres no cangaço, de Adriana Negreiros. O encontro ocorrerá no dia 23 de fevereiro, às 18h, na Livraria Cultura.

maria bonitaA mulher mais importante do cangaço brasileiro, que inspirou gerações de mulheres, ganha agora sua biografia mais completa e com uma perspectiva feminista. Embora a mitificação da imagem de Maria Bonita tenha escondido situações de constante violência, ela em nada diminui o caráter transgressor da Rainha do Sertão.Desde os anos 1990, a data de nascimento de Maria Bonita passou a ser celebrada no Dia Internacional da Mulher. Com o tempo, ela transformou-se em uma marca poderosa, emprestando seu nome a centenas de pousadas e restaurantes espalhados pelo Nordeste, salões de beleza, academias de ginástica, cerveja, pizza, assentamento rural, música, bandas de forró e coletivos feministas.Enquanto a companheira de Lampião viveu, no entanto, essa personagem nunca existiu. A cangaceira que teve a cabeça decepada em 28 de julho de 1938 era simplesmente Maria de Déa: uma jovem de 28 anos que morreu sem jamais saber que, um dia, seria conhecida como Maria Bonita.Nos anos em que viveu com Lampião e nos subsequentes à sua morte, despertou pouco interesse em pesquisadores ou jornalistas. E foi essa lacuna de informações sobre sua vida e a das outras jovens que viviam com o bando que contribuiu para que se criasse a fantasia de uma impetuosa guerreira, hábil amazona do sertão, uma Joana D’Arc da caatinga. Essa versão romântica e justiceira de Maria Bonita, rapidamente apropriada pela indústria cultural, tornou-se um produto de forte apelo comercial ― e expandiu seus limites para além das fronteiras do sertão. Neste livro, Adriana Negreiros constrói a biografia mais completa até então daquela que é, sem dúvidas, a mulher mais importante do cangaço.

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Bom, tentarei ir aos dois encontros e deixo aqui o convite para quem quiser/puder ler e/ou participar do encontro.  ❤