Mindhunter, de Mark Olshaker e Jonh Douglas

mindhunter_1503778263682797sk1503778263bAssisti Mindhunter na Netflix por indicação de uma amiga da empresa. Gostei bastante da série, me instigou a pesquisar sobre a história e acabei por encontrar o livro que serviu de base para a adaptação.

O livro é bom? Muito bom! A série é boa? Muito boa! O livro é melhor do que a série? Não, mas também a série não é melhor do que o livro. Em Mindhunter ambas as plataformas conversam entre si a partir de suas propostas.

Esse livro foi escrito por John Douglas, em 1970. Para quem ainda não teve contato com a história, ele foi um funcionário do FBI que estudou psicologia e desenvolveu um estudo que permitiu criar uma área dentro da criminologia que relacionasse as características deixadas na cena do crime à personalidade e prováveis desvios psicológicos dos assassinos. A partir daí desenvolveu-se o termo Serial Killers.

O autor traz sua trajetória dentro do FBI, desde seu ingresso ao auge do seu trabalho nesse novo ramo. Os relatos dos casos são surpreendentes e o leitor tem a oportunidade de acompanhar a construção dos pensamentos de John Douglas sobre os assassinos.

Esse livro não é um manual que vai ensinar a identificar características, assinaturas ou motivações, a ideia principal é compartilhar ao público a experiência do autor e como ele se sentia em relação ao seu trabalho.

A narrativa do livro em alguns momentos foi cansativa, principalmente quando o autor tirava para se gabar sobre o quanto ele era/é importante e coisas do tipo. Claro que ele tem esse mérito por tudo o que desenvolveu, mas também não precisava falar sobre isso com tanta frequência ao longo de sua obra.

Conhecer um pouco cada um dos casos foi muito interessante, o conteúdo aqui disposto é rico e cheio de informações bacanas para quem se interessa pelo assunto.

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