Comprinhas na Saraiva!

Olá, leitores!

Dei uma passadinha rápida para aproveitar algumas promoções do Esquenta Black Friday da Saraiva e gravei um vídeo para mostrar o que comprei lá. 😉

 

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Grito de guerra da mãe tigre, da Amy Chua

CHUA, Amy. Grito de guerra da mãe tigre. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2011.

  • Tradução: Adalgisa Campos da Silva
  • Título original: Battle hymn of the tiger mother
  • ISBN: 978-85-8057-046-5
  • SKOOB | GOOD READERS | AMAZON

Olá, leitores!

Hoje vou comentar com vocês sobre o livro Grito de guerra da mãe tigre, da Amy Chua, que foi publicado no Brasil pela Editora Intrínseca.

Grito de guerra da mãe tigre foi escrito como uma espécie de biografia sobre como Amy tentou criar as duas filhas sob a perspectiva da educação oriental, ou seja, exigindo o máximo delas. O esteriótipo que conhecemos é de crianças orientais são as melhores em tudo, sempre o primeiro lugar e sempre a ganhadora da medalha de ouro. Nesse livro a Amy apresenta o que rola na parte submersa do Iceberg chamado criança prodígio oriental.

O esforço e dedicação de Amy é tão grande que chega a ser sufocante, principalmente pelas horas intermináveis de treinamento e prática que ela exige das filhas. A filha mais velha, Sophia, sempre fez tudo o que a mãe manda, sendo um exemplo de boa filha oriental, e em contrapartida, a caçula, Lulu, enfrentou a mãe com a ânsia de se libertar das amarras da educação chinesa.

Como pessoa que foi educada segundo os padrões ocidentais, fiquei abismada com as atitudes de Amy para com as filhas. Várias vezes cheguei a pensar “que mulher louca”, mas ao final das contas os métodos dela obtiveram o resultado esperado, mas não de maneira satisfatória, pois suas filhas eram infelizes.

Grito de guerra da mãe tigre faz esse paralelo entre a educação ocidental e oriental e é um ótimo exemplo para as mães, futuras mães e pessoas que gostas de estudar sobre educação de maneira geral.


Artigo | Curso presencial ou EAD ?

Olá, leitores!

Hoje resolvi falar um pouco sobre a minha experiência como aluna do ensino presencial e do ensino à distância (EAD). Para quem não sabe, eu sou formada em Radiologia na modalidade presencial em uma faculdade privada e atualmente eu curso Secretariado Executivo presencial na Universidade Federal do Ceará, Processos Gerenciais na modalidade EAD em uma faculdade particular e especialização em Gestão Pública em Saúde na modalidade semi presencial pela Universidade Estadual do Ceará.

Sim, mudei de área de atuação por motivo de: me formar naquilo em que eu já trabalhava e tinha experiência. Sim, eu passei / estou passando tanto por instituições privadas quanto públicas, bem como pelas três modalidades de ensino: presencial, semi presencial e EAD.

Ensino presencial

O ensino presencial é ótimo para quem sente a necessidade de ter uma rotina fixa impondo cronogramas e datas, também é ótimo para conhecer pessoas a área e elaborar projetos voltados à área acadêmica.

Por outro lado, o esquema fixo e horários as vezes te impossibilita de aproveitar melhor suas horas pelo simples fato de que você TEM que comparecer a pelo menos 75% das aulas para não reprovar por falta, mesmo que o professor seja daqueles que mal leciona conteúdo.

Ensino semi presencial e EAD

Essas modalidades são péssimas para quem não tem a capacidade de auto-organização e não possui auto didatismo. Se você se enquadra em qualquer uma dessas duas categorias, pode pular para a opção do ensino presencial.

Por outro lado, a maravilha desse sistema está em você ter a flexibilidade de estudar nos horários mais convenientes e nos locais mais agradáveis. A parte chata é que a interação com os outros alunos é totalmente virtual e na maioria das vezes você só conversa nos Fóruns. A quantidade de atividades para postar é enorme, o que obriga o aluno a estudar pelo menos um pouco toda semana.

 

Então…

As três modalidades possuem suas vantagens e desvantagens, mas um ponto que eu gostaria de ressaltar é sobre a quantidade de conteúdo a ser estudado e os materiais disponíveis.

Eu costumo me dedicar bem mais aos cursos não presenciais, pois preciso me organizar para não perder os prazos e estudar sozinha os conteúdos. O lado ruim é que geralmente o livro texto das disciplinas é muito superficial e se você não tiver a perspicácia de pesquisar em outras referências, seu aprendizado será muito baixo, no limiar do mínimo.

Existem disciplinas no ensino presencial em que o professor ministra as aulas e dá as notas com base em seminários apenas, geralmente nesses casos os alunos mal estudam por livros, apenas se preparam para os seminários. Eu não gosto desse modelo de obtenção de nota porque eu não me sinto estudando de fato. Seminários são bons, mas nada como provas para fazer com que os alunos estudem a teoria do assunto.

Em contrapartida, o curso presencial te oferece biblioteca física para você se aprofundar nos conteúdos estudados. Nas outras duas modalidades você tem que se acostumar a estudar pela tela do computador se for atrás de bibliografia complementar (alguns cursos disponibilizam o livro base no formato físico, mas outros apenas enviam o PDF).

Ultimamente eu tenho me estimulado mais a estudar para os cursos não presenciais, até porque a maioria das disciplinas presenciais estão adotando esse modelo de apenas seminário para obter nota e só assistir as aulas já é o suficiente para se sair bem, você só precisa tirar algumas horinhas para montar a apresentação e pronto.

Se o seu foco é seguir a área acadêmica, sugiro que você opte pelo curso presencial, pois é lá onde você terá mais contato com os professores que poderão te orientar e nada como conversar pessoalmente para trocar ideias e sugestões. Não é que seja impossível fazer isso nos cursos à distância, mas é mais difícil.

O Sol é para todos, da Harper Lee

LEE, HARPER. O Sol é para todos. 10° ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2015.

  • Tradução de Beatriz Horta
  • Título original: To kill a Mockinbird
  • ISBN 978-85-03-00949-2
  • Skoob | Good Readers | Amazon

Olá, leitores!

Eu li O Sol é para todos, da Harper Lee, e só tenho um sentimento: Que livro é esse, minha gente? Sensacional!

A autora descreve aqui o cenário de Maycomb, uma cidadezinha do Alabama, nos anos de 1930. Por aqui o que rola são as características das tradicionais famílias que formaram a região. A história é contada por Scout. uma garotinha de 8 anos que passa é muito amiga de seu irmão Jem e são criados pelo pai, Atticus, e pela empregada, Cal.

É engraçado a forma como Harper Lee coloca todas as expectativas que estão em cima do comportamento das garotas da época, como andar de vestido, usar colar de pérolas e pintar as unhas de nude, mas Scout leva o título de selvagem por muitos vizinhos pelo simples fato de que seu pai a deixa brincar com Jem e usar calças. A pequena, assim, desde muito cedo luta contra essas regras impostas pelos gêneros.

[…] Quando eu disse que usando vestido eu não conseguiria fazer nada, ela retrucou que eu não devia fazer nada exigisse calças compridas. P. 108

A discussão central da obra é sobre preconceito de cor e sobre ser justo. Atticus Finch é advogado e foi incumbido de defender Tom Robinson, um negro acusado de estuprar a filha mais velha de Bob Ewell. Os Ewell viviam por trás do lixão e eram conhecidos por viver às custas dos cheques do serviço social, ou seja, não trabalhavam, tinham pouca (quase nenhuma) higiene e pouquíssima educação.

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Atticus é um homem a frente de seu tempo, já considerava os negros como iguais, ao contrário de toda a sociedade racista daquela época. Inclusive, ele e seus filhos sofriam ameaças e chacotas por ter essa visão mais avançada. O pai da família Finch é um homem tão centrado e tão justo que não fazia dois pesos e duas medidas, levaria um familiar ao tribunal, como qualquer outro se ele tivesse feito algo de errado.

A autora fala, ainda, sobre o fanatismo religioso daquela época, em que, para alguns, qualquer tipo de prazer era considerado pecado, mesmo que esse prazer consistisse em cultivar flores no jardim.

[…] às vezes a bíblia na mão de um determinado homem é pior do que uma garrafa de uísque na mão de … ah, do seu pai.

[…]

[…] O que eu quis dizer foi que, mesmo se Atticus Finch bebesse até cair, não seria tão cruel quanto alguns homens mesmo quanto estão completamente sóbrios.  P. 62

O sol é para todos com certeza já entrou para lista das melhores leituras que fiz nesse ano. A escrita descontraída e divertida sob a perspectiva de uma criança inteligente e ávida por conhecer o mundo foi muito instigante, fez com que a trama carregasse diversos temas pesados e fosse leve ao mesmo tempo.

 

Mudança, do Mo Yan

Mo Yan recebeu o nobel de Literatura no ano de 2012, não conheço outras publicações do Mo, mas creio que seja bastante injusto conceber uma opinião sobre sua escrita com base em um pequeno livro de memórias.

O livro em si justifica o seu título, o escritor traça uma linha entre a sua vida pessoal e a política na China, mas de maneira sutil, relata causos engraçados e marcantes em sua vida ao mesmo tempo em que situa o leitor no quadro social da época. Embora tenha muito do autor aqui, o livro é tão curtinho que não chega nem a ser uma biografia.

Mudança é composto por oito curtos capítulos e permeia  a evolução do jovem filho de camponeses que entrou para o exército, mas nunca deixou de lado sua paixão pelas palavras, demonstra seu autodidatismo e dedicação para com os estudos e ao final torna-se um escritor conhecido na China.

A obra resulta de um texto encomendado por Tariq Ali (autor de The idea of Communism), não me arrebatou, nem me comoveu, serviu para apresentar algumas características da China, que por vezes nos parece ser tão impenetrável. A escrita é descontraída e  informativa.

Você tem tempo para ler?

Olá, leitores!

Então, você tem tempo para ler? Eu não tenho.

Quando pergunto se você tem tempo para ler, me refiro a um período do dia que você reserva apenas à leitura. Creio que nos tempos mega acelerados de hoje é quase raro alguém que conserve a prática de ter um tempo específico dedicado aos livros.

Você tem tempo para trabalhar, tempo para ir à faculdade/ curso/ escola, tempo para comer, tempo para dormir, tempo (mais parece o provérbio do rei Salomão). Quando chegamos em casa cansados e nos sentamos no sofá para checar as redes sociais, não fazemos isso porque determinamos X minutos ou horas para fazer tal coisa, simplesmente gastamos aquele tempo sem qualquer comprometimento. Para conseguir tempo com os livros é quase a mesma coisa, calma que ainda vou explicar.

Conseguimos sem muito esforço sentar no sofá e assistir a cinco ou seis episódios de uma série seguidos sem nos cansar muito, isso leva cerca de três horas ou mais do nosso dia. Quantas vezes você conseguiu passar três horas do seu dia lendo ininterruptamente? Eu nem lembro da última vez.

A leitura em si exige tempo, dedicação e prioridade. 

Tempo é valioso, é tanto que existe a expressão “tempo é dinheiro”, tempo é tão importante que o Kindle te mostra o tempo estimado para você concluir aquela leitura. Então, para você arranjar tempo para ler é necessário que você leia, parece óbvio e justamente por isso poucas pessoas dão importância para isso. Olha só que enorme diferença faz no tempo de leitura se você: a) dedica suas noites para assistir séries até ficar com sono, b) dedica a sua noite para ler até ficar com sono; a) dá prioridade a maratonar a série nova e só ler meia horinha antes de dormir, b) assiste um episódio por dia e dedica o restante da noite para ler até dormir.

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São pequenas mudanças de hábito que te darão mais tempo de leitura, não digo para você não assistir mais a séries de forma alguma, mas regular melhor esse tempo (se você quer muito aumentar seu tempo de leitura, claro). Outras dicas que dou é:

  • Tenha sempre (SEMPRE) um livro na sua bolsa, pode ser o Kindle: mesmo que você vá a um aniversário e saiba que não vai ter tempo para ler, leve o livro. Vez ou outra você acaba naquele limbo de espera por alguma coisa e BUM! aproveita para ler duas páginas. Fila de banco? Há! Adianta capítulos! ;
  • Leia no ônibus: “ah, mas vai deslocar minha retina”. Eu sei que existe esse misticismo de deslocar a retina por ler no ônibus, mas é um risco. A maior parte do meu tempo de leitura diário é a feita dentro do coletivo;
  • Leia no intervalo: intervalo da faculdade ou do trabalho –> leia. Melhor do que ficar ouvindo as outras pessoas comentando sobre os personagens da novela;
  • Leia antes de dormir: mesmo que seja apenas 20 minutos, 20 é maior do que zero;
  • Desligue o WIFI:  o maior vilão de todos é o som de notificação do seu celular, você está se concentrando, já engatando no quarto parágrafo quando o bendito do celular te avisa que alguém interagiu com você nas redes sociais, é o suficiente para você largar o livro e perder meia hora de leitura (ou mais), então deixa pra checar o celular quando cansar de ler e já for partir para outra atividade.

Não existe essa de ter tempo para ler, a não ser que você seja mega organizada a ponto de ter a hora da leitura. Ter tempo para ler é ler quando você poderia estar gastando seu tempo com nada (esperando alguma coisa ou alguém) ou com coisas substituíveis. Claro que você não vai deixar de aguar as plantas ou lavar as louças para ler, existem obrigações que estão na frente do entretenimento, mas categorize suas opções de entretenimento e priorize a leitura.

Eu também sinto inveja de quem lê dez livros por mês, sei que eu muito provavelmente nunca atingirei esse número, mas não me frustro por conta disso. Leio sempre que dá, da melhor forma possível, entendo que tenho muitas obrigações e por conta disso meu tempo é reduzido, mas vamos levando e tentando dar o melhor de nós.

Homens imprudentemente poéticos, do Valter Hugo Mãe

Olá, leitores!

Então eu li o Homens imprudentemente poéticos, do escritor português Valter Hugo Mãe (VHM). Confesso que nessa obra pude notar as nuanças singulares de VHM e sua forte influência estilística advinda de Saramago, mas não achei lá essas coisas.

É certo que o autor é aclamado por outros dois títulos, O filho de mil homens e A máquina de fazer espanhóis, e que muitos que conhecem toda a bibliografia do VHM repetem o mesmo: em Homens imprudentemente poéticos faltou um pouco da magia de Mãe. É, talvez eu não tenha começado pelo melhor livro, mas vamos lá.

A economia na pontuação, os longos parágrafos e as frases curtas tão bem elaboradas que mais parecem poesia é o que ressalta à primeira vista ao ler Homens imprudentemente poéticos.

Aqui conhecemos dois protagonistas, o oleiro Saburo e o artesão Itaro, que levam uma vida simples no Japão. Saburo, que cultiva um jardim de rosas ao pé da floresta dos suicidas como uma tentativa de mostrar a beleza àqueles que procuram a morte e carrega em seu peito a dor da morte da sua esposa. Já Itaro, que pinta leques, vive com a irmã cega, a quem busca de toda maneira dar uma vida confortável.

Homens imprudentemente poéticos possui, ainda, um tom de realismo mágico quando traz os misticismos de premonições agourentas e até mesmo sombras que levam a vida de pessoas. É válido ressaltar também as inúmeras analogias e reflexões sobre a efemeridade da condição humana.  A narrativa lenta pode ter sido proposital por estar lidando com vidas pacatas no interior do Japão.

Mesmo composta de todos esses aspectos, esse livro não me pareceu fazer jus ao fenômeno literário contemporâneo que é a figura de VHM, em alguns momentos cheguei a quase desistir da leitura por causa da narrativa enfadada e lenta. Serei perseverante, quero ler os outros títulos do autor para entender melhor o hype em seu nome.