Fiquei com vontade de ler…

A edição n° 136, de junho de 2017, do Suplemento Pernambuco trouxe a resenha de um livro que despertou minha curiosidade.

13914_ggO texto encontra-se na página 22 da edição acima citada e foi escrito por Schneider Carpeggiani, o livro indicado foi Manual da Faxineira, de autoria da Lucia Berlin e publicado no Brasil pela Editora Companhia das Letras.

Schneider inicia fazendo um paralelo entre Lucia Berlin e Clarice Lispector, o boom literário das histórias curtas escritas por mulheres e uma coletânea de todos os contos publicados recentemente. A resenhista friza, ainda, que além desses critérios, nada mais há em comum entre as duas autoras, ou seja, mulheres da literatura que tiveram sua obra reconhecida no pós-morte e com causos tão diferentes que seria quase impossível enquadrá-las numa mesma categoria.

Clarice é conhecida pelas suas divagações, que em muitos leitores causam uma sensação de desorientação e em tantos outros, de descobrimento. Já Lucia, trabalha com uma linguagem mais direta, história rápida, mas sem perder sua profundidade.

O Manual da Faxineira tem 536 páginas e a faixa de preço é de R$ 64,90.

Link do Skoob

Eu li: As boas mulheres da China

Sem títuloAs boas mulheres da china é o resultado de alguns anos do programa de rádio da Xiran, o “Brisas da noite”, que levava ao seu público histórias e discussões sobre a condição feminina na sociedade.

O livro é dividido no relato de alguns casos e como eles influenciaram na vida da Xiran, como aquilo a marcou de alguma maneira. São histórias fortes que deixam o leitor perplexo e reflexivo sobre a temática abordada.

Exatamente, não é um livro para ler numa sentada, muito menos de qualquer jeito. As boas mulheres exige dedicação, mente aberta e nervos fortes. Por diversos momentos pensei em desistir do livro, parte por não aguentar certas passagens e outra parte por causa do posicionamento da autora.

Sempre muito expositiva e pouco intervencionista, Xiran se importa com as mulheres (até mesmo por levar o seu programa no limiar do proibido pelo governo e da necessidade do seu público), mas senti falta de mais posicionamento da autora como mulher chinesa, principalmente por ser uma cultura tão diferente da ocidental e o livro ter justamente me instigado a saber como as mulheres como Xiran assimilam tudo aquilo (veja bem, não estou dizendo que não há esse tipo de comentário, mas que senti falta de mais comentários ou até mesmo comentários mais explanados sob a perspectiva sociocultural oriental).

Para os entusiastas da causa feminina, As boas mulheres da China é uma leitura imprescindível.