Eu li: O princípio Dilbert, do Scott Adams

O princípio Dilbert é uma especie de almanaque satírico sobre o mundo corporativo. Se eu já me diverti horrores com as tirinhas do Dilbert, ler esse livro foi uma das experiências de leitura mais divertidas que já tive na vida.

dilbert.pngO problema (que não é tanto um problema assim) é que o livro é muito antigo, do final da década de 90, e acaba por tratar de coisas que não existem mais, como o disquete por exemplo.

Esse livro faz análises das relações sociais hierárquicas que existem dentro das empresas e fala a verdade do que acontece dentro do ambiente de trabalho de uma maneira exagerada e engraçada, o clássico “toda piada tem um fundo de verdade”.  Segue exemplos:

Quem nunca ouviu “vista-se para o emprego que você deseja, não para o que você tem”?

Ao contrário do que popularmente se acredita, quase sempre é a sua roupa que recebe a promoção, não é você. Você colhe os benefícios de ser a pessoa que está dentro dela. Vista-se sempre melhor do que os seus colegas, de forma que sejam as suas roupas as selecionadas para a promoção. E certifique-se de estar usando-as quando isso acontecer.

P. 81

Ande sempre com papéis e uma caneta em mão ao andar pelos corredores! Ah, Scott também discorre a incrível arte de roubar os suprimentos de escritório do colega de trabalho só para enriquecer o seu arsenal.

Nunca ande pelo corredor sem um documento nas mãos. Pessoas com um documento nas mãos parecem funcionários trabalhadores dirigindo-se para reuniões importantes. Pessoas que não carregam nada nas mãos parecem que estão indo tomar um cafezinho. Pessoas carregando jornal parecem que estão indo ao banheiro.

Acima de tudo, certifique-se de levar um monte de coisa para casa à noite criando assim a impressão de que trabalha até mais tarde.

P. 81

Antes de reclamar do salário, que tal conferir como anda a sua remuneração virtual? Não esqueça de contar todos os clipes, impressões e envelopes que você está usando para uso pessoal!

O seu salário hora médio parece que está encolhendo como uma camiseta de algodão barata.

Mentira!

A natureza tem um jeito de equilibrar isto. Você precisa considerar o quadro global de remuneração, que eu chamo de “Remuneração virtual por hora”.

A Remuneração virtual por hora é o valor total de remunerações que você recebe por hora inclusive:

  • salário
  • bônus
  • plano de saúde
  • reembolso inflacionado de despesas de viagem
  • suprimentos de escritório roubados
  • prêmio por milhas voadas
  • café
  • biscoitos
  • jornais e revistas
  • chamadas telefônicas pessoais
  • internet
  • correio eletrônico pessoal
  • uso da impressora a laser para o seu currículo
  • fotocópias grátis
  • treinamento para o seu próximo emprego
  • baia usada como ponto de venda a varejo

P. 96 e 97

Como vocês podem ver tudo o que o autor coloca em seu livro é pura graça e exagero, mas não fogem da realidade, rs. Se antes eu já indicava as tirinhas do Dilbert, hoje indico mais ainda, principalmente para quem está envolvido no mundo corporativo.

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Top 5 | Livros para o Dia das Mulheres

Olá, leitores!

Ganhar uma flor no Dia da Mulher não significa ser valorizada, a mulher de hoje quer ser respeitada e tratada justamente todos os dias do ano.

Anos de luta por seu espaço e seus direitos tornou a mulher um verdadeiro símbolo de luta, determinação e coragem, por isso aproveite esse “dia especial” para celebrar até onde conseguimos chegar.

Para retratar essa figura feminina, trouxe a indicação de cinco livros que abordam justamente a luta feminina.

Top 5 Livros

O segundo sexo, de Simone de Beauvoir

Provedora, vassala, acolhedora. Não importa como se apresenta, o lugo_segundo_sexo_145548295014878sk1455482950bar da mulher sempre foi definido pelo homem. Este configura a posição central na sociedade. O homem – que tomou para si a definição de ‘ser humano’ – relega à mulher uma posição secundária, um papel de coadjuvante na História. Foi a partir dessa constatação e da pergunta ‘o que é uma mulher?’ que a filósofa existencialista Simone de Beauvoir deu início à sua reflexão para escrever ‘O Segundo Sexo’. A preocupação contudo não foi em equiparar um gênero a outro. Para ela, isso seria demasiado simplista, inclusive porque o homem é ‘um ser absoluto’, enquanto a mulher ainda não o é. Simone de Beauvoir procurou compreender de que maneira a mulher ocupou, ou a fizeram ocupar, essa posição de ‘segundo sexo’ em diferentes sociedades, como ela se coloca no mundo e como contribui para essa configuração social.

Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie

O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo.”A questão dsejamos_todos_feministas_1411848602be gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.”Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são anti-africanas, que odeiam homens e maquiagem começou a se intitular uma feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens.Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade.

A guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksiévitch

A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino:a_guerra_nao_tem_rosto_de_mulh_1463281765584561sk1463281765b soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça. Se em muitos conflitos as mulheres ficaram na retaguarda, em outros estiveram na linha de frente.

É esse capítulo de bravura feminina que Svetlana Aleksiévitch reconstrói neste livro absolutamente apaixonante e forte. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana Alexiévitch deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte.

Histórias de ninar para garotas rebeldes, de Elena Favilli

Cem histórias que provam a força de um coração confiante: o poder de mudar o mundo.
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Que essas valentes mulheres inspirem vocês. Que os retratos delas imprimam em nossas filhas e filhos a profunda convicção de que a beleza se manifesta em todas as formas, cores e idades. Em Histórias de ninar para garotas rebeldes, tudo o que podemos sentir é esperança e entusiasmo pelo mundo que estamos construindo. Um mundo onde gênero não defina quão alto você pode sonhar nem quão longe você pode ir.

As boas mulheres da China, de Xinran

A jornalista Xinran coletou inúmeros relatos sobre a vida da mulher chinesa contemporânea durante os oito anos em que comando o programas_boas_mulheres_da_china_1383501799ba de rádio “Palavras na brisa noturna”, entre 1989 e 1997. Mostra a história de mulheres onde predomina a memória da humilhação e do abandono: casamentos forçados, estupros, desilusões amorosas, miséria e preconceito.

Se você tem alguma indicação para enriquecer essa lista, deixa aí nos comentários, todos nós vamos amar conhecer mais obras que falam sobre essa temática. 🙂

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O que Virgínia Woolf e James Joyce têm em comum

É sabido que Virgínia Woolf não gostou muito da obra mais conhecida de James Joyce, Ulisses, e isso resultou em associar o nome dos dois grandes escritores a desprazeres.

Virgínia era crítica literária e por conta disso o seu julgamento sobre Joyce foi tão enaltecido pelos leitores e simpatizantes do mundo dos livros a ponto de muitos considerarem que Virgínia detesta Joyce no geral, não apenas de uma obra dele.

Fofoca literária a parte, vamos ao que interessa: o que eles têm em comum?

  1. São grandes nomes da literatura e suas obras são lidas todos os anos por vários leitores no mundo;
  2. São considerados “difíceis de ler” por obras específicas, carma que os segue no imaginário de todo leitor. Virgínia ganhou essa fama com As Ondas e Joyce, com Ulisses;
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  3. Ambos possuem um livro descontraído que vai inteiramente contra a fama de “semi impossíveis da literatura”. Flush é da Virgínia e Dublinenses, o do Joyce;
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  4. Escrevem usando a técnica conhecida como fluxo de consciência;
  5. São escritores modernistas do final do século XX;
  6. Personagens que se sentem solitários apesar de todos os contatos sociais que possuem;
  7. O tempo das narrativas não correspondem ao tempo cronológico da história;
  8. Se aproximam do realismo psicológico;
  9. Uso de narrativa experimental;
  10. Distanciamento e uma iminente sensação de desgraça parecem estar sempre presentes.

Dos livros citados no post, já falei sobre:

Depois de revisitar esses comentários tão antigos acho que está na época de reler esses livros para tecer novas ideias sobre eles, rs.

Resumo de fevereiro|2017

Olá, leitores,

hoje trouxe mais um resumo do mês para vocês. Fevereiro foi um fiasco em relação as leituras e aproveito o ensejo para lançar o desafio lendo todos os dias no mês de março.

Vi no canal da Nine (Estante da Nine) que ela se propôs ler todos os dias durante o mês de Fevereiro e achei muito bacana acompanhar os mini vlog’s diários dela falando sobre essa experiência. Então, a proposta para mim é: Ler todos os dias no mês de março e vamos ver no que resultará. 🙂

 

 

*Correção: Flush não vive nas ruas de Londres, ele mora em Londres numa casa abastarda.