Eu Li: O Purgatório, de Mário Prata

Meu primeiro contato com Mário Prata foi em uma entrevista que ele concedeu ao Jô Soares e achei suas tiradas incríveis, depois de algum tempo tive a oportunidade de ler o Cem Crônicas Escolhidas e bolei de rir de seus comentários tão banais e tão engraçados.

Então, quando vi O Purgatório em promoção, não exitei em comprá-lo, seria risada na certa. Não me enganei. Mário Prata não perde o seu bom humor e aproveita para fazer uma adaptação (sic) satírica de A Divina Comédia (como ainda não li esse clássico, não sei até que ponto o autor se inspirou nele para criar a narrativa de seu romance).

Dante Alberto é um bancário que não se dá muito bem com a esposa, Gemma, uma mulher de quase dois metros de altura que nunca parou de crescer, e quando o seu grande amor da adolescência reaparece em sua vida, a bailarina Beatriz, Dante considera que essa é a sua segunda chance de reviver o amor verdadeiro.

O problema é que Beatriz morreu e está tentando guiá-lo aos purgatório, para que possam se reencontrar e viver juntos pelo resto da eternidade. Preocupado com sua passagem ao além, Dante tem que lidar com suas obrigações na terra e seu objetivo no além mundo.

O Purgatório é um livro divertido, uma comédia pastelão, que utiliza detalhes do cotidiano para fazer graça. Alguns pontos me incomodaram, como algumas brincadeirinhas com as religiões (não é por moralismo) e alguns momentos em que o autor parecia estar escrevendo o roteiro de uma mini série da globo.

 

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