Pintura de vasinhos

Olá,

há um tempo eu tinha comprado alguns vasinhos de barro para colocar na parede estreita da varandinha. Então, um dia desses, encontrei duas latinhas de tinta artesanal aqui em casa e resolvi pintar os vasinhos para dar uma corzinha.

Só precisei comprar o funfo fosco de cor branca, para que as cores que eu tinha pudessem realçar e não ficar feias ao serem aplicadas diretamente ao barro.

Não gostei muito de como ficou o azul, pois tive que passar três mãos e ainda ficou com a aparência de “aguado”, enquanto que o amarelo só precisou de uma mão e a cor ficou bem viva e com cobertura uniforme.

Tanto o funfo fosco quanto as tintas secaram rapidinho. Usei um pincel fininho, pois os vasos eram pequenos e não queria deixar com aparência de pintados a pressa.

🙂

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Eu assisti: 2° temporada de Daredevil

Essa semana terminei a segunda temporada de Daredevil. Eu nunca fui 100% ligada em
super heróis e raramente acompanhava alguma estória em quadrinhos. Sim, eu sou uma dessas que assiste a esses filmes novos e já vira tiete de alguns personagens, mas o que difere o Daredevil de todos os outros heróis é que com essa série minha vontade de ler os quadrinhos do “homem que não tem medo” só aumenta (olha só a brecha para uma possível meta de leitura, rs).

Pois bem, nessa segunda temporada do Demolidor conhecemos outros personagens dos quadrinhos, como o Justiceiro (Punisher) e a Elektra (par romântico do nosso devil, isso não é spoiler); podemos acompanhar várias tramas com o protagonista, como a luta contra o tentáculo; luta contra o Justiceiro; o julgamento de um caso medonho (do nosso colega Punisher);  e os conflitos pessoais do Matt para manter relações sociais saudáveis.daredevil-season2

A construção do Justiceiro foi uma das coisas que mais me agradou , vê-lo inicialmente como o matador de sangue frio com o seu jargão infantil “uni-du-ni-tê salameminguê” e a sua destreza com as armas de fogo que logo vão sendo mais bem explorados ao longo dos episódios e mostrando que o cerne de sua luta, sua meticulosidade e sua determinação o tornaram uma espécie de anti-herói que mata por boas razões.

Elektra me incomodou bastante logo em que ela apareceu, uma mulher mimada que precisava de tudo na hora e do jeito que ela queria. Boa nas artes marciais e sedenta de sangue, Matt tenta aos poucos mostra-la o seu lado bom. Assim como aconteceu com o personagem do Justiceiro, depois de alguns episódios podemos conhecer melhor sua personalidade e sentir certa empatia.

O Foggy, sócio do Matt na Nelson & Murdock, passa por uma evolução considerável nessa temporada. Tido como um alívio cômico na primeira, agora ele prova, até mesmo para si, suas habilidades como advogado ao defender o Justiceiro no tribunal.

Nessa temporada há alguns links para outros personagens da Marvel, como a Jessica e o Luke, de Jessica Jones, ambos mencionados pela enfermeira Claire.  Os últimos episódios são eletrizantes, quase impossíveis de não assistir seguidamente. As descobertas que os protagonistas fazem um sobre os outros, a ligação de informações que aos poucos vão formando uma trança perfeita.

Eu li: Anexos, de Rainbow Rowell

Assim que pegamos um chick lit para ler logo imaginamos como protagonista a típica mulher balzaquiana, com mais de trinta anos e solteira, vivendo sua vida O.K e tentando “desencalhar”.

Sempre li e ouvi ótimos comentários sobre todos os livros da autora e eles só aumentavam cada vez mais a minha vontade de ler algo da Rainbow.  Anexos, o primeiro que li da autora, surpreende logo no comecinho, quando nos deparamos com um protagonista do sexo masculino que trabalha no setor de segurança informacional de um renomado jornal.

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Anexos, de Rainbow Rowell. Novo Século.

O trabalho de Lincoln não é nada excitante, apenas ler os e-mails marcados como suspeito por um programa que os selecionada mediante um algoritmo qualquer. Esse emprego tira um pouco o sono de Lincoln porque ele sente como se esse não fosse um emprego de verdade, ganhar muito apenas para ler e-mails.

 

Sem ainda ter superado seu primeiro e único relacionamento, da época da escola, o protagonista se vê numa situação embaraçosa, ele se apaixona por uma das funcionárias do jornal só por ler os e-mails pessoais trocados com sua melhor amiga.

Aqueles dilemas da vida cotidiana presentes nos livros desse gênero permanecem em Anexos, mas alguns desses tópicos são vistos sob a perspectiva de Lincoln, o que achei bem diferente, pois já estava acostumada a ler as preocupações cotidianas por meio da ótica feminina.

Esse é o típico livro que gosto de ler durante aquelas ressacas literárias por causa da leitura simples e rápida, um incentivo quando não estamos muito no pique.  A fluidez da escrita da autora me lembrou da forma como a Marian Keyes constrói seus personagens e enredos.

Anexos traz reflexões simplórias e pertinentes, como: relacionamentos fadados ao fracasso que recebem inúmeras chances, mas que no fundo ambos sabem que aquilo não funcionará mais; amizades verdadeiras que não apenas dão suporte nas horas difíceis, mas também dá puxões de orelha quando necessário; a vida é feita de ciclos e por mais que estejamos naquela inércia sempre aparece algo novo, casualmente, para nos despertar, é só olhar com atenção.

Skoob

Para onde foi meu tempo livre?

Semana passada me dei conta de que eu só tinha lido um livro durante o mês de fevereiro. Isso é quase como não ter lido nada. Parei para refletir o que mudou na minha vida para que meu ritmo de leitura caísse tão drasticamente.

Só depois dessa pausa reflexiva foi que percebi o quanto minha rotina mudou e como outras prioridades tomaram conta do meu tempo livre. Vamos por partes.

Antes eu lia nas minhas viagens de ônibus e nos intervalos do meu trabalho, apenas, eu raramente leio em casa. O que aconteceu para que eu parasse de ler nesses dois espaços de tempo? Simples, tenho tentado me recuperar de uma rotina pesada.

Em janeiro comecei a lecionar numa turma de nível técnico durante o turno da noite (gente, me encontrei. Eu já sabia que queria ser professora, mas a sensação de lecionar me cativou muito mais do que eu imaginava) e em fevereiro iniciei a academia e a venda independente de produtos de beleza. O detalhe principal é que não abandonei meu antigo emprego nem as aulas de inglês, resumindo: tenho multiplicado meu tempo para fazer mil coisas.

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Eu não estou reclamando desse meio milhão de atividades diárias, para falar a verdade eu nunca me senti tão viva.

Minha rotina agora começa antes das 5h da manhã e só termina às 23:30 quando chego em casa. Chego feliz e me sentindo realizada, diga-se de passagem.

“Mas, Samantha, se você se encontrou lecionando, por que não larga o antigo emprego?” Simples, esse semestre vou começar minha especialização e preciso de dinheiro para pagar, a mensalidade é exatamente o valor que ganho dando aulas a noite, então não vou sentir muito no bolso.

Por causa disso tudo agora eu tenho dormido nas viagens de ônibus e usado os intervalos do trabalho para checar meus e-mails, responder recados nas redes sociais e interagido com as clientes de produtos de beleza.

Não vou mentir que eu sinto falta de ler, de me encantar com as estórias, mas ainda não consegui encaixar tudo o que eu queria, então vamos aos poucos, né?!