Mudanças

As pessoas crescem e mudam. Depois de anos construindo a nós mesmos, notamos singela nuances de que o nosso antigo eu, que antes era motivo de orgulho por ser um poço de personalidade, já se encontra meio abandonado pelos cantos da casa.

As mudanças mais visíveis são aquelas que nos levam a tirar roupas do armário e objetos da casa que já não nos identificamos mais. Aquela satisfação de alma leve e tranquila após despachar essas tralhas que algum dia já foi motivo de querencia.

As sutilezas que custamos a aceitar na etapa de mudança são as que nos radicaliza internamente e assinam o atestado de óbito do antigo eu. Preferir outras cores, começar a gostar de músicas e filmes que antes passavam despercebido. As vezes o que nos falta é certo refino.

Lembro que em certa época eu só gostava de livros grandes e norte americanos. Hoje? Hoje eu amo literatura nacional, sobretudo os regionalistas. Os livros da editora da UFC com autores cearenses são um verdadeiro amor. Mudei e me aproximei da realidade que eu custei a aceitar.

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